Marca Maxmeio
Postado por admin em 14 de maio de 2009 de Set as 17:06

Na universidade a gente ouve inúmeras vezes: “jornalistas, radialistas, comunicadores… têm de ser imparciais”. Há quem diga que – diante de valores absorvidos por toda uma vida – essa imparcialidade, na verdade, não existe. Também tem os que acreditam que buscá-la sempre “já está de bom tamanho”.

O fato é que nem sempre, nós comunicadores, conseguimos ser imparciais – embora o “uso” do bom senso muitas vezes molde isso.

A eminência do time local ‘subir’ para a primeira divisão do campeonato estadual paranaense fez o locutor esportivo passar dos limites. Parece um torcedor.

O fato aconteceu na cidade de Pato Branco no sudoeste do Paraná.

Ouça o que ele fala no ar.

Postado por admin em 12 de maio de 2009 de Set as 13:40

O rádio é realmente apaixonante.

Nem mesmo uma deficiência visual impediu que esse cara continuasse narrando futebol no rádio. Eu estou falando de José Jorge. O “JJ”. Um potiguar que , ainda hoje, atua no rádio natalense (hoje ele trabalha Satélite FM – www.satelitefm.com.br).

Essa matéria foi produzida pela ESPN BRASIL.

Confira.

Postado por admin em 12 de maio de 2009 de Set as 10:40

Mais um áudio dessa campanha desenvolvida pela ACERT – Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão.

Ouça que bacana.

Postado por admin em 9 de maio de 2009 de Set as 18:55

A voz feminina sempre fez parte do FM potiguar. Neuzinha Farache, Gianne Rivoredo, Elizabeth Venturini, Moniquinha, Amanda Faia, Daiane Cortez, Fernandinha Araújo, Elissandra Lima, Telma Rabelo (lembrava Mônica Venerabile), entre outras, fizeram historia no FM natalense.

Devo citar Lorena, uma carioca apaixonada por rádio e dance music, que
deu o ar de sua graça nas rádios FM Tropical, Cidade e 96 FM

Lorena parou de fazer rádio e foi morar no sul da Inglaterra.

A gravação acima trás Lorena no ar na Rádio Cidade por volta de 1991 apresentando “O
Sucesso da Cidade”. Ouça.

Postado por admin em 29 de abril de 2009 de Set as 15:28

A respeito do texto “A objetividade no rádio” onde comentei o artigo “Locução: Menos é mais”, de Gabriel Passajou, o autor fez um comentário muito pertinente, o qual – com prazer – transcrevo a seguir.

“Descobri outro blog bem legal. É do Sílvio Henrique, locutor da 96 FM de Natal. Ele fez um bom comentário sobre o meu artigo ‘Locução: menos é mais’.

Eu só posso concordar com essas colocações. O Sílvio abordou um aspecto interessante que ficou de fora do texto, até porque é impossível prever todas as situações. É o famoso clichê: Cada caso é um caso, ou seja, cada região e público tem suas características próprias. O que pode ser objetividade em uma rádio se transforma em frieza em outra. O que pode ser alegria e companheirismo em uma emissora pode ser encarado como superficialidade em determinadas emissoras. O ideal é recorrer ao velho bom senso e saber equilibrar a locução no decorrer do horário.”

Ps: Gabriel Passajou é consultor de rádio e produtor de áudio. (http://www.gabrielpassajou.com)

Postado por admin em 27 de abril de 2009 de Set as 20:46

Julinho Mazzei é um dos grandes nomes do FM brasileiro. Todo locutor deveria conhecer o trabalho de Mazzei, independentemente de qual segmento de rádio atua.

Esse cara, além de ser um excelente locutor, tomou iniciativas durante sua carreira que o transformaram em um profissional diferenciado.

Sua história no FM será tratada em um outro momento, mas já vale registrar que Julinho criou vários programas de rádio. Todos muito bons e de grande repercussão. Big Apple Show (na Difusora), Radio Flight (na Jovem Pan), LM Music ( na Transamérica), entre outros.

A gravação acima é de uma época que Julinho apresentava o “Hits Parade” na Jovem Pan de São Paulo, um programa que tocava as músicas mais pedidas da rádio. Ouça.

Postado por admin em 23 de abril de 2009 de Set as 18:16

O texto a seguir foi retirado do Blog de Gabriel Passajou. Leia. Ao final, farei algumas considerações.

Locução: Menos é mais.
Abril 1, 2009

Locutor: – É isso aí, gente! Agora são 10 horas e 30 minutinhos, manhã de sol de quarta-feira. E agora vamos bater aquele papo gostoso. Alô?
Ouvinte: – Alô?
Locutor: – Quem está falando?
Ouvinte: – Maria do Socorro.
Locutor: – Olá, Maria do Socorro, e você está falando de onde?
Ouvinte: – Do centro.
Locutor: – Do centro, é? E você está no trabalho?
Ouvinte: – Sim. Sou secretária.
Locutor: – Secretária?
Ouvinte: – Isso, da RM Contabilidade.
Locutor: – Beleza então, Maria do Socorro, então eu mando um abraço à todos aí da RM Contabilidade, tá?
Ouvinte: – Obrigada.
Locutor: – E vai pedir alguma música, Maria do Socorro?
Ouvinte: – Vou sim, quero ouvir a nova do Daniel.
Locutor:- A nova do Daniel? “Eu quero amar você”?
Ouvinte: – Isso mesmo.
Locutor: – Que maravilha, Maria. E vai mandar a música do Daniel pra quem?
Ouvinte: – Para o meu namorado, bla, bla, bla, bla…
Locutor: – Taí a sua música, e continue sempre na sintonia, tá bom?
Ouvinte: – OK.
Locutor: – Beleza. E agora vamos de Daniel – Eu quero amar você! Um bom diaaaaaa!

Quantas vezes você presenciou o diálogo acima? Eu perdi a conta! Trata-se uma uma quilométrica participação de ouvinte em que todos saem perdendo. Pelos meus cálculos, a conversa durou mais de 70 segundos. Vamos analisar todo o diálogo frase a frase.
Locutor: – É isso aí, gente! Agora são 10 horas e 30 minutinhos, manhã de sol de quarta-feira. E agora vamos bater aquele papo gostoso. Alô?

- “É isso aí, gente?” O que isso significa? NADA! Isso chama-se MULETA. É um vício que deve ser eliminado ou pelo menos reduzido ao mínimo. “Beleza?”,”Pois é!”, “Taí” entre outros se encaixam nessa categoria. Isso enfeia a sua locução e não acrescenta nenhuma informação útil ao seu ouvinte.

- 10 horas e 30 MINUTINHOS ou 10 horas MAIS 30 minutos está errado! Não é assim que você responde às horas à alguem, certo? É 10 e 30 ou 10 horas e 30 minutos. Acabou. A locução deve ser algo natural, então diga as horas como todos o fazem no dia a dia.

- “Manhã de sol de quarta-feira”? Locutor não é meteorologista. Pode fazer sol na rua da rádio e estar chovendo em um barro distante. Lembre-se que você fala com todos os ouvintes.

- E o “vamos bater um papo gostoso”? Existe algo pior do que isso? A frase, além de desnecessária, incita as pessoas a mudar de estação. Ouvinte quer ouvir música, não perder tempo com “papo gostoso”.

Ouvinte: – Alô?
Locutor: – Quem está falando?
Ouvinte: – Maria do Socorro.
Locutor: – Olá, Maria do Socorro, e você está falando de onde?
Ouvinte: – Do centro.

- Aqui notamos a completa falta de informação do locutor à respeito do ouvinte. Muitos radialistas abrem a participação do ouvinte sem ter a mínima idéia de quem está do outro lado. Infelizmente é praticamente uma regra. Vejam a perda de tempo: 5 intervenções só para saber que a Maria do Socorro está no centro da cidade!
Locutor: – Do centro, é? E você está no trabalho?

Ouvinte: – Sim. Sou secretária.
Locutor: – Secretária?

- Mais um vício de locução. O famoso ECO.

“Estou no centro”. – “No centro, é?”.
” Sou secretária”. -” Secretária?”.

Porque repetir? É desagradável conversar com alguém que repete sempre a sua última palavra, não acha? Imagine ouvir no rádio! Ninguém precisa saber uma informação duas vezes, ainda mais se for irrelevante.

Ouvinte: – Isso, da RM Contabilidade.
Locutor: – Beleza então, Maria do Socorro, então eu mando um abraço à todos aí da RM Contabilidade, tá?
Ouvinte: – Obrigada.

De vez em quando isso acontece. O ouvinte diz aonde trabalha. Péssimo. Primeiro porque dá a impressão que a secretária da RM Contabilidade não trabalha, fica ligando para a rádio pedindo música. É ruim para a RM e para a ouvinte. Segundo, se a rádio tiver um anunciante da área de contabilidade vai ficar “super feliz” com a publicidade gratuita da sua concorrente. É ruim para a sua rádio. Terceiro, a emissora não ganhou um centavo com a divulgação. É ruim para as vendas. E quarto, o locutor ainda corre o risco de ficar com fama de jabazeiro.“Vai ver que ele está ganhando um por fora!” Já pensou nisso? É ruim para a credibilidade do locutor.

Locutor: – E vai pedir alguma música, Maria do Socorro?
Ouvinte: – Vou sim, quero ouvir a nova do Daniel.
Locutor:- A nova do Daniel? “Eu quero amar você”?
Ouvinte: – Isso mesmo.

- Se a ouvinte vai pedir um música? Não, ela ligou para a rádio para encomendar um pizza! Não dá vontade de dizer isso?

- “A nova do Daniel?” Olha o locutor fazendo eco de novo.

Locutor: – Que maravilha, Maria. E vai mandar a música do Daniel pra quem?
Ouvinte: – Para o meu namorado, bla, bla, bla, bla…
Locutor: – Taí a sua música, e continue sempre na sintonia, tá bom?
Ouvinte: – OK.
Locutor: – Beleza. E agora vamos de Daniel – Eu quero amar você! Um bom diaaaaaa!

- “Que maravilha” e “Beleza” = Muleta.

- “Taí a sua música . Continue na sintonia, tá bom?” Outra frase descenessária.

- E para concluir: Vocês sabem qual o nome da rádio? Não é impressionante? Um diálogo de mais de um minuto e não sabemos qual emissora estamos. Sim, isso é muito comum.
Resultado: Participações longas limitam o número de ouvintes no ar. Apenas 3 intervenções como essa em uma hora, além de chatas, substituem uma música inteira.

Porque não fazer assim?

Locutor: – Rádio 108 FM, Sucesso em primeiro lugar! São 10 e 30, e agora eu converso com a Maria do Socorro que está no centro da cidade. Oi, Maria, bom dia!
Ouvinte: – Bom dia!
Locutor: – Que música você quer ouvir?
Ouvinte: – Daniel – Eu quero amar você!
Locutor: – E oferece para quem?
Ouvinte: – Meu namorado, bla, bla, bla, bla…
Depois do oferecimento? Vinheta (mais uma vez localiza o ouvinte na rádio que ele ouve) e música. Só. É rápido, dinâmico e não cansa o ouvinte. Sabe quanto tempo levou? 15 a 20 segundos! Em vez de 3 enormes participações em uma hora, faça 6 ou 7!
(Gabriel Passajou).

Lendo o Gabriel, é fácil perceber a intenção do autor: objetividade. É isso que Passajou sugere nesse texto. Até ai, perfeito.

Gabriel tem razão quando tenta mostrar que o profissional do microfone não dever perder tempo com coisas que não agregam valor ao seu programa. Afinal, tempo também é um instrumento de trabalho do locutor. Não se pode perdê-lo.

Mas entendo que a coisa não é tão simples assim.

Que fique bem claro: eu não sou a favor do uso exacerbado de “muletas”, mas, em rádio, é preciso levar em consideração alguns critérios para tratar de objetividade.

Se a emissora for voltada para o ‘popular’, “muita” objetividade pode ser ainda mais perigoso. Em um perfil de rádio onde quem ouve busca (mesmo que inconscientemente) companhia, o “excesso” de objetividade pode tornar o locutor antipático e causar distanciamento do ouvinte. E isso é muito perigoso.

É preciso lembrar que o rádio, especialmente o FM, é voltado para o entretenimento. E é, antes de tudo, companhia. Até que ponto a objetividade “ajudaria” na relação entre comunicador e ouvinte?

No rádio, existe uma linha tênue entre objetividade e companhia. Nesse sentido, o comunicador que se dar bem é aquele que consegue enxergar e “caminhar” sobre essa linha, sem sair muito do eixo, causando companhia ao ouvinte com a dose certa de objetividade.

Naturalmente, o tema é polêmico e pode gerar muitas opiniões.

Gostaria de saber a sua.

Postado por admin em 23 de abril de 2009 de Set as 13:04

De um modo geral, o rádio é “meio igual” no Brasil. Diferenças regionais interferem na programação musical, talvez no vocabulário dos locutores, mas a “essência radiofônica” é mantida de Norte a Sul do país. O veiculo e a forma de fazer rádio, em princípio, é igual.

Fortaleza não difere muito das demais capitais do Brasil. Tem muitas emissoras, compondo um mercado competitivo e de elevado padrão técnico.

Mas a capital cearense tem algo que Natal não tem: um rádio AM muito vivo. A disputa por pontos de audiência no AM de Fortaleza é muito acirrada.

Um dos maiores índices de audiência do Brasil está no rádio cearense. E ele faz jus a isso. É um rádio “quente”, feito por grandes profissionais que se preocupam em ‘fazer companhia’ ao ouvinte todos os dias.

A campanha acima foi realizada pela ACERT – Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão e tem como mote “Rádio é Paixão”.

Vale a pena.

Postado por admin em 22 de abril de 2009 de Set as 16:24

A Rádio Cidade sempre foi tida como “uma das melhores plásticas do Brasil”. De fato, as vinhetas da Cidade, se estivessem no ar (poucas vinhetas estão no ar), ainda hoje poderiam ser consideradas muito atuais.

E essa plástica tinha um particularidade muito interessante: embora tivesse uma essência mais voltada para o rádio “pop”, poderia ser usada também em uma programação “popular”, como aconteceu em Natal, valorizando a rádio da mesma forma.

Eu que sou muito ligado à plástica de rádio – devido a minha escola (muito rígida, em relação à operação), gostava de trabalhar com a plástica da Cidade. E ela me retribuía isso “energizando” meu horário.

O áudio acima foi gravado já na fase popular da Cidade, mas ainda assim, consegue mostrar a bela plástica da Ci-ci-cida-cidade.

Ouça.

Postado por admin em 20 de abril de 2009 de Set as 14:47

A 96 FM é a rádio de Natal que mais promove eventos. E isso não é de hoje. Entre as grandes promoções de sucesso realizadas pela emissora, está a “Gincana 96”. A rádio mobilizava milhares de estudantes das mais variadas escolas de Natal que lotavam o ginásio Machadinho.

A 96 se envolvia na gincana de uma maneira tão intensa que praticamente todos os locutores da rádio compareciam ao evento.

A foto acima foi feita em uma Gincana 96. Da esquerda pra direita estão Ênio Sinedino (diretor da 96), Germano (então do departamento de promoção), Goba (programador musical – de boné branco), Ro Medeiros, Guiba Melo, Naza, Carlão, Jean Fernandes, Lorena e Gilvan Rato (sonoplasta).