Publicada 23/11/2020 às 10h | atualizada 23/11/2020 às 14h

Ludmilla “quebra” o YouTube com novo clipe

Ludmilla mais uma vez confirma sua força no ambiente online. O videoclipe de seu novo single, “Rainha da Favela”, lançado ontem (12) pela Warner Music, alcançou a incrível marca de dois milhões de visualizações no YouTube em 24 horas. A faixa dançante, no estilo que consagrou a cantora no universo do funk, é sua nova aposta após o elogiado EP “Numanice”, em que ela explora sonoridades do pagode.

“Rainha da Favela” chega com a proposta de “enaltecer as mulheres batalhadoras, principalmente as que vivem em comunidades”, como diz Ludmilla, compositora da faixa, em parceria com Cabrera e Pablo Fierro. A cantora e o produtor Cabrera, aliás, repetem a dobradinha de sucesso já vista em “Tua Raivinha”. “A ideia é tratar do poder de escolha e da segurança das mulheres em relação aos homens. Novos tempos, né, galera? Além de empoderada, essa é uma música muito contagiante e que eu espero que faça a alegria também dos meus fãs”, afirma a cantora.

Gravado na Rocinha, maior comunidade do país, a faixa ganha videoclipe dirigido por Felipe Sassi, roteirizado pelo diretor e por Ludmilla e conta com as participações de Taty Quebra Barraco, Valesca Popozuda, MC Kátia A Fiel e MC Carol de Niterói. O intuito de trazer o quinteto para participar do clipe é fazer uma reverência a essas artistas tão importantes para o cenário do funk, todas mulheres inspiradoras e precursoras para o segmento do funk feminino – bem como mostrar e enaltecer as muitas mulheres de comunidade – batalhadoras e vencedoras – que vivem no país.

Conhecida como “Fiel do Funk”, MC Kátia explodiu nos anos 2000 nas paradas de sucesso e abriu caminhos, cantando letras que defendiam a liberdade feminina do funk. Já Taty, uma das precursoras, ganhou notoriedade em 1998, quando explodiu com os versos ‘eu fiquei três meses sem quebrar o barraco, sou feia mas tô na moda”. Valesca Reis Santos, conhecida como Valesca Popozuda, foi vocalista e dançarina do grupo Gaiola das Popozudas, e emplacou vários hits até tornar-se referência. Já MC Carol de Niterói é conhecida por explorar em suas letras temas de cunho social, ideias de duplo sentido, além de lançar mão de muito humor.

“Tantas portas foram abertas graças à estas mulheres maravilhosas. E eu não posso negar que isso também me ajudou a escancarar tantas outras. Logo, quis mostrar para o público quem são as minhas rainhas”, afirma Ludmilla. Na filmagem, elas confraternizam sentadas à mesa de um bar, no que será uma espécie de roda de funk, com frango assado, farofa, salada de batata e outros pratos em louças ostentativas e, claro, mostra a favela, seus becos, vielas, cores e  alegria. “É nas comunidades que moram as verdadeiras rainhas para mim, é da favela que saem as mulheres mais raçudas que já conheci e por isso essa homenagem às mulheres da favela”, conclui ela.

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