Certamente a “Vira e Mexe, só dá 96” foi uma das campanhas mais bem feitas pela 96 FM. Ao que parece, a intenção inicial da rádio era explorar o duplo sentido da expressão. Perceba que girando ou – como diz a vinheta – “virando” o número 96 ele permanece inalterado. Ou seja, 96 de cabeça para baixo continua 96. Evidentemente esse é o sentido mais, digamos, ingênuo da campanha, que começou a ser veiculada por volta de 1989 e ganhou muita força nos meses seguintes (abordarei o motivo no próximo post). Nesse ano, nosso mercado era composto por três emissoras: 96 FM, Rádio Cidade e FM Tropical e a “briga” por audiência já se evidenciava.
Foram produzidas três versões de vinhetas. A primeira você confere agora.
Alunos da Oficina do Rádio em Assú - Agosto de 2010
Estive em Assú no último final de semana (dias 06, 07 e 08) ministrando o curso Oficina do Rádio. Praticamente todos os alunos já trabalham em rádio (alguns há mais de 10 anos). Assú, cidade de 50.000 habitantes, tem três emissoras de rádio: a Princesa do Vale (no ar 28 anos), a 104,9 FM (Comunitária) e a 89,9 FM (Educativa).
O bom nível técnico do rádio assuense e de alguns locutores de Paraú que estavam presente possibilitaram um excelente rendimento do curso. Foi um final de semana rico em discussões sobre técnicas de rádio, aliado a questões regionais. Realmente muito proveitoso. Outro fator relevante foi fazer novas e saudáveis amizades no rádio potiguar. Aprende-se muito com essa troca de experiências.
O curso Oficina do Rádio estará no próximo fim de semana na cidade de Assú, dias 06, 07 e 08 de agosto (sexta, sábado e domingo), no CEPROVA - Centro Profissionalizante do Vale do Assú.
A Oficina do Rádio, ministrado por Silvio Henrique, trata do processo da comunicação, ruído e fidelidade no veículo rádio, e objetiva desencadear no aluno uma percepção crítica e prática no sentido de levá-lo a compreender a estrutura geral do rádio, possibilitando o acesso àqueles que desejam trabalhar no veículo e aperfeiçoar a técnica de quem já atua.
Além de vários aspectos técnicos, o curso (que trata o rádio de uma maneira abrangente) aborda técnicas de programação musical, interação, promoção, com ênfase na locução. Também são abordados aspectos regionais, já que o veículo rádio se caracteriza como algo local.
As cidades vizinhas estão convidadas.
Para mais informações: Curso Ceprova (Assú): (84) 3331-1070
Sempre ouvi uma afirmação comum sobre a plástica da Rádio Cidade: “essas vinhetas não envelhecem”, afirmam os amantes de plástica radiofônica.
Essas vinhetas, embora tenham sido “repaginadas”, foram produzidas há mais de 30 anos. Fizeram história e, ainda hoje, é gostoso ouvi-las. Imagine-se, caro amigo(a), no ar com alguma dessas trilhas e veja se dá ou não uma vontade de dar um pique. Elas têm uma musicalidade que não é pra qualquer uma. E o mais curioso: embora as vinhetas da Cidade tenham “nascidas” para uma programação ‘pop’, elas também se encaixam perfeitamente em um perfil popular de rádio. São alegres, mas, também, são populares.
Achei dois pacotinhos com essas vinhetas. Posto agora o primeiro.
Algumas vinhetas fixam nos nossos ouvidos e nas nossas mentes. São vários os exemplos. Mas se tratando de rádio, a vinheta “Brasil-Sil-Sil” é emblemática. Essa vinheta foi produzida pelo sonoplasta José Cláudio Barbedo (o “Formiga) na voz do locutor Edmo Zarife (infelizmente falecido no início de 2000), nos estúdios da Rádio Globo do Rio de Janeiro em 1970 para o Sistema Globo de Rádio e Rede Glogo de TV (é tão forte que a TV passou a usá-la). Ela surge a partir da nescessidade de a rádio dar uma estética mais alegre às transmissões esportivas, além de dar um “toque de show” nas mesmas durante a Copa do Mundo daquele ano. Solicitada pelo então diretor da Rádio Globo, Mário Luiz, e pelo narrador esportivo Valdir Amaral, a intenção inicial era produzir um grito de guerra que levesse a Seleção Brasileira à frente.
Após a determinação, Zarife e Formiga entraram no estúdio “B” e gravaram várias frases e bordões em fitas de rolo e, duas horas depois, com um ouvido bastante apurado, Formiga ouviu tudo e disse: “Zarife, é essa!”. Resumidamente, essa história é contada no áudio acima pelo próprio Mário Luiz.
Ouça.
Fonte do áudio: Ricardo Santos (sonoplasta da Rádio Globo Natal)
Se uma das intenções do nosso blog é manter viva a história do FM natalense, cabe a postagem do vídeo acima. Ele se justifica para matarmos saudade, por exemplo, da mesa de áudio Scala (eu adora operar nessa mesa), do ritmo levemente exagerado da locução – buscando meio equivocadamente um “pique” ideal, dos CDs empilhados em uma estante ao fundo, dos aparelhos de MD (o Mini Disc substituiu as cartucheiras) e de algumas vinhetas trilha que aceleravam o ritmo de qualquer locutor. Esse vídeo também possibilita matar saudade de um bom momento vivido pela Rádio Cidade em Natal, quando assumiu uma programação popular mantendo sua famosa plástica jovem, aumentando assim a audiência. Isso foi em janeiro de 1999. Em abril do mesmo ano, cheguei a 96 FM. A qualidade de gravação não é boa, mas vale o registro.
A naturalidade no rádio não se dá "inconscientemente"
O rádio trabalha certas convenções que merecem outro olhar. Embora didaticamente se justifiquem – por uma questão de estratégica pedagógica – algumas convenções inerentes ao veículo já deveriam ter sido revistas e até aperfeiçoadas, no ensino e na prática radiofônica. Eduardo Meditsch, grande estudioso do rádio na atualidade e respeitadíssimo no meio acadêmico, contesta uma meia-verdade bastante difundida na formação do profissional de rádio: a de que “o discurso no rádio deve ser natural porque é falado!”.
Meditsch entende a naturalidade do rádio como análoga à naturalidade do cinema. Agindo naturalmente, o ator não será capaz de encarnar diferentes personagens. E, ao microfone, radialistas sempre assumirão uma espécie de personagem. Como no cinema, o discurso no rádio será mais eficiente quanto mais planejado e calculado minuciosamente. O radialista só desempenhará bem seu papel frente ao público se portar-se de maneira diferenciada daquela que se dá na vida privada. Em outras palavras, radialista não tem que agir com naturalidade. Tem que agir com eficiência no domínio da linguagem falada.
O bom radialista desenvolve essa eficiência de tal maneira que ela se torna “como que natural”. Nesse sentido, o uso da língua falada não deve representar uma espontaneidade. Precisa, como afirma Meditsch, tornar espontânea sua apresentação. E o “ponto ideal” só é alcançado através de um treinamento sistemático do uso da voz.
Provavelmente você já ouviu falar no “caráter experimental”. É um período em que as emissoras fazem necessários ajustes técnicos no início de suas transmissões. Dura, em média, dois, três meses e é uma espécie de afinação técnica para, somente depois dele e com as devidas regulagens, a emissora operar em caráter definitivo.
A 96 FM entrou no ar em caráter experimental em setembro de 1981. Somente em dezembro do mesmo ano, a rádio passou a operar em caráter definitivo.
A vinheta acima foi produzida com intuito de sondar junto ao ouvinte como e onde estava chegando o som da rádio. Perceba que ainda era “Reis Magos FM”. É considerada a primeira vinheta a entrar no ar na 96 FM.
Tenho gravado na memória o cenário do estádio Machadão (na época Castelão) no início dos anos 80 lotado para o nosso “clássico-rei”. Normalmente eu ficava “atrás” do gol da BR, na parte superior das arquibancadas. Lembro que meu olhar buscava, inutilmente, localizar o dono daquela voz agradável que narrava o jogo de uma das cabines do estádio através das ondas da Rádio Cabugi (hoje Rádio Globo). Era Marco Antônio, O Garotinho da Copa. Marco era um gaucho de Passo Fundo que adotou Natal como sua terra. Trabalhou nas rádios Poty, Cabugi, Tropical, TV Cabugi, Jornal de Hoje e TV União.
Em 2005, Marco veio trabalhar na 96 FM narrando o Estadual de Futebol. Passou a dar
flashs diários sobre esporte, um dele no meu horário. Um dia eu o abordei e disse: “Marco eu ouço você narrando desde que me entendo de gente. Ouvia suas narrações e ficava imaginando sua imagem física. Sou seu fã!”. Ele, com aquela postura de muita educação e gentileza, me agradeceu com um sorriso que só os humildes conseguem estampar no rosto. Mesmo trabalhando na mesma emissora, eu não perdi um olhar diferenciado, de admiração em relação ao Garotinho da Copa. Ficamos amigos, claro, e passei a conhecer o lado humano do cara. Aumentou ainda mais minha admiração.
No áudio acima o Garotinho narra um gol do ABC, seu time do coração.
Marco Antônio sofreu um enfarto em Colônia, na Alemanha onde se preparava para cobrir a sétima Copa consecutiva, falecendo em 28 de maio de 2006. Já se vão quatro anos. Que silêncio, Marco. Saudades de você e de sua voz.
Tutinha (dono e diretor da Pan) e Ênio Sinedino (diretor da 96) Foto de 1986.
A 96 FM sempre teve uma essência popular. Desde os primeiros anos de sua história, a emissora entendia que rádio é povo. Mas houve um determinado momento, por volta de 1986, que a 96 FM recebeu influências do chamado rádio pop. Com o intuito de ampliar a discoteca da emissora e observar o que se praticava no rádio nos grandes centros do país, Ênio Sinedino, já na direção artística da emissora, fez viagens ao Rio de Janeiro e São Paulo. Em uma delas, Ênio conhece Tutinha (dono e diretor da rádio Jovem Pan de São Paulo). Saíram dessa relação tais influências do rádio pop. Embora a essência popular da rádio tenha permanecido até os dias atuais, com uma produção musical destinada a esse segmento, as influências do pop – nas vinhetas e na locução – estabelece algo novo e muito particular a 96 FM: um rádio popular com uma essência bastante jovem.
Em uma análise rápida, observa-se que tal feito não é comum em outras cidades brasileiras. Em Recife-PE, por exemplo, as segmentações são bem definidas, assim com em Fortaleza-CE. Nessas cidades, as emissoras optam: ou atuam no segmento popular ou no pop. A 96 FM enxergou uma nova possibilidade e definiu uma nova postura artística. Não é exatamente um “meio termo”, mas uma mescla consciente e bem feita que uniu de forma inovadora dois segmentos radiofônicos em uma única emissora. Tendo como referência os excelentes índices de audiência, o mercado potiguar aprovou a inovação.
I Encontro de História da Mídia do Nordeste - dias 13 e 14 de maio, Natal-RN
Peço desculpas aos leitores e amigos pela ausência dos últimos dias no blog. Explico: há dias trabalho em um artigo que publicarei no I Encontro de História da Mídia do Nordeste. O evento será realizado pela Rede Alcar- Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia em parceria com a UFRN, Departamento de Comunicação Social e Programa de Pós-graduação em Estudos da Mídia da UFRN. Os trabalhos serão divulgados no site http://comunicacao.feevale.br/redealcar/. Visitem.
A partir de segunda-feira, dia 17, normalizarei as postagens.
Lorena começou sua carreira na antiga FM Tropical (hoje Mix FM). No final de 1987, inicio de 1988, eu estava por lá (embora ainda não fazendo locução) quando ouvi um “teste” da então candidata a locutora. Nascida no Rio de Janeiro, Lorena trazia toda uma influência do rádio Pop carioca e ainda preservava uma voz “infanto-juvenil”, já que naquele momento tinha algo em torno de 15 anos de idade. Ela passou poucos meses na Tropical, transferiu-se para a Rádio Cidade, chegando à 96 FM por volta de 1998. Permanecendo até 2002, encerrou sua carreira no rádio, trocando a “caixinha mágica” pelo sonho de morar em outro país (hoje mora na Inglaterra).
Mesmo influenciada por rádios como Transamérica, Cidade e Jovem Pan, Lorena se adequou rapidamente ao rádio popular, tornando-se uma referência de voz feminina em nossa cidade.
Lorena tinha uma voz marcante e excelente dicção. Fazendo locução Pop, então, era inconfundível.
O vídeo acima foi produzido por Marcílio Dantas por volta de 1999 para um de seus seminários de rádio. A qualidade do vídeo não é muito boa, mas o registro compensa.
“Veja” a cena. Você liga o rádio logo cedinho e o locutor está lá: “Bom dia.... vamos acordar... te desejo um dia maravilhoso”, tentando iniciar seu dia da melhor maneira. Às 18:00 horas, geralmente, você ouve as mais pedidas do dia. Outro bom exemplo: quem não gosta de uma música lentinha e gostosa depois do almoço? É o radio tentando se adequar ao seu dia.
Vamos transpor esse conceito para o horário noturno. A maioria das pessoas está descansando à noite, especialmente após as 22:00 horas. Há emissoras que, trabalhando em um segmento específico (e isso é mais comum em mercados maiores), opta por uma programação noturna “pra cima”. Mas, nesse caso, a rádio tem consciência da segmentação.
O fato é que grande parte das emissoras “puxa o freio de mão” a partir das 22:00 horas e oferece uma programação relaxante aos seus ouvintes. O rádio à noite é mais, digamos, calmo. As cidades estão sob essa condição.
Em outro momento falarei do 96 by Nigth, o mais antigo programa de rádio do RN no ar, de segunda à sexta das 22:00 às 02:00 horas com Josenildo Caldas.
Ouça o áudio acima (de 1987) e entre no clima noturno do rádio
Ainda tratando de sonoplastia, poderia abordar outras “funções” de um sonoplasta. O bom profissional de estúdio “B” não se limita a gravar áudios, produzir vinhetas e chamadas. Em geral, esse profissional é atento a, por exemplo, entonações corretas e boa dicção do locutor. Dizem que todo bom sonoplasta é um locutor frustrado. Particularmente eu não concordo muito com isso. Um bom sonoplasta tem visão mais complexa do que chamamos simplesmente de locução. Ele amplia esse universo. Um bom sonoplasta “suga” muito mais de um locutor. Põe a voz em “lugares” que, muitas vezes, nem mesmo aquele locutor sabia que poderia chegar.
No vídeo acima (de 1996 e em preto e branco) TIM Kawasaki “passa” um texto antes da gravação, aos ouvidos atentos de Bill Boy. Perceba que, nessa época, a parafernália de equipamentos no estúdio de gravação era algo de deixar tonto qualquer principiante.
Viva!!!!!!! Nosso blog está completando um ano. É um momento de muita alegria, mas também de muita responsabilidade. Em um país de “memória curta”, é um desafio enorme tentar manter viva, ou ao menos registrada, a memória do FM natalense. “Garimpar” material, especialmente do nosso FM, não é uma tarefa fácil. Ao que parece, durante esses quase 30 anos do nosso FM, a preocupação foi produzir. Arquivar ficou em segundo ou terceiro plano. Quem tem algo “não sabe onde guardou”, como diz a maioria das pessoas que procuro.
Felizmente, isso gera em mim mais vontade de procurar material para publicação, já que além de querer manter viva a História do nosso FM, esse blog é uma forma que encontrei de exercer minha paixão pelo rádio de uma maneira diferente da que faço diariamente frente ao microfone.
Mas aniversariante que se preza mobiliza amigos para comemorar. E a melhor maneira de se fazer isso é usando a interatividade. O momento é pertinente já que vem ai mais uma grande mudança no rádio: a era digital.
Vamos trocar idéias. Na sua opinião, qual o papel atual de um locutor de rádio?
Entre as inúmeras definições para o conceito de comunicação, especialmente no rádio, a que mais me agrada é aquela que enfatiza a objetividade e a simplicidade do texto. A princípio, isso pode parecer algo bastante simples, mas a coisa é um pouco mais complexa. No rádio, o bom texto (ou a boa fala), como diria o jornalista Nilson Lage, tem de ter uma “alta comunicabilidade”. Charles Chaplin acreditava que uma das mais elevadas formas de arte seria a capacidade de expressar algo relativamente complexo de uma forma simples. Os grandes comunicadores do rádio perseguem isso.
Reconheço que essa é uma tarefa que exige, entre outras coisas, sensibilidade, conhecimento de mundo, generosa dose de talento, além de relativo poder de abstração – já que a “palavra sonora” carrega a capacidade de produzir “n” significados.
Falar “difícil” não é tarefa para nenhum comunicador, principalmente no rádio.O áudio acima, embora chegue ao extremo, demonstra uma tentativa (frustrada, claro) de falar de maneira, digamos, “complexa” no rádio.
Bill Boy no antigo Estúdio B da 96 FM - Foto do início dos anos 90
“Rádio é conjunto”. A afirmação (nada nova) traduz a soma do trabalho de vários departamentos que, bem articulados, determina o sucesso de uma emissora. É comum leigos atribuírem o bom desempenho de uma rádio à equipe de locução. Não é bem assim. A locução é apenas a “arte final” de todo o talento de uma equipe. Vários departamentos (redação, programação musical, comercial, promoção, etc.) trabalham com certa harmonia para deixar o locutor “na cara do gol”. Nesse sentido, quero destacar a sonoplastia. É ali, no estúdio de gravação, que, como diria o Rato Gilvan (sonoplasta muito experiente), “se materializa a idéia”. Os spots a serem veiculados pela emissora, vinhetas de patrocínio, chamadas de programas, edição de shows, entre outros, são produzidos pelo sonoplasta.
A 96 FM conta com dois desses profissionais em dois estúdios de gravação: Gil (estúdio C) e Bill Boy (estúdio B). Com 30 anos de experiência, Bill, um currais-novense apaixonadíssimo por rádio, trabalhou com gravadores de rolo, cartucheiras, ADATS, MDS, SPX, etc, etc, etc. Ele acompanhou todas as mudanças ocorridas nos estúdios de gravação de rádio e, estudioso e inquieto, Bill inseriu várias dessas novidades.
A foto acima é do tempo que ninguém imaginava que, um dia, programas de computadores poderiam substituir tantos aquipamentos.
Pop, popular, adulto, classe A, etc. Existem vários segmentos de rádio. Pode-se afirmar que o processo de segmentação em rádio no Brasil começou com a Rádio Cidade do Rio de Janeiro. A 'Turma da Cidade' implantou o segmento “jovem” e só depois de a Cidade focar esse segmento outras emissoras surgiram com o mesmo perfil (também chamado pop). Durante anos, a grande concorrente da Cidade nas principais cidades do Brasil foi a Transamérica. Marcelo Braga (hoje diretor da Rede Mix de Rádio) foi o principal responsável pelo sucesso da “Transa”. Além de fazer um horário na rádio, Braga deu “uma cara” à emissora com uma locução irreverente nas principais chamadas. Os locutores Lui (em São Paulo), Selma Viera (no Rio), entre tantos outros contribuíram muito para o sucesso da Transamérica. Foram referência para várias gerações da radialistas.
A emissora virou rede (teve uma breve passagem por Natal no início dos anos 90) e hoje trabalha em três segmentos: pop, rock e light, mas perdeu força com o passar do tempo.
O pacote de vinhetas acima é da ‘segunda geração’ da Transamérica. E, embora a rádio não veiculasse a banda, foi produzido pelo Roupa Nova.
Quem trabalha com locução certamente já ouviu falar em Dirceu Rabelo. Considerada a voz padrão da Rede Globo de televisão, é uma das vozes mais conhecidas do Brasil. Sua dicção perfeita e sua voz extremamente “limpa” podem ser apreciadas nas principais chamadas da TV Globo. Mas há outras vozes também muito conhecidas na Globo. Você já ouviu falar no Departamento de Produção Comercial da Globo? Ali são três vozes que você já ouviu bastante nas assinaturas de chamadas da emissora do “Plim Plim” e que provavelmente gerou a pergunta em muita gente: ‘de quem são essas vozes?’.
O vídeo acima mostra uma pequena explicação, pelos próprios locutores, do que é o Departamento de Produção Comercial da Globo.
Veja. Você reconhecerá as vozes.