A taxa de desemprego no Brasil atingiu, em 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, com destaque para o desempenho do Rio Grande do Norte. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No cenário nacional, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6% em 2025 — uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024. No quarto trimestre do ano, o índice recuou para 5,1%, abaixo dos 5,6% do trimestre anterior e 1,1 ponto percentual menor do que no mesmo período de 2024 (6,2%).
Rio Grande do Norte registra menor taxa da série
No Rio Grande do Norte, a taxa anual de desemprego ficou em 8,1% em 2025 — o menor patamar já registrado na série histórica da pesquisa no estado. Apesar de ainda estar acima da média nacional, o resultado representa um avanço importante no mercado de trabalho potiguar.
O estado está entre as 19 unidades da federação e o Distrito Federal que alcançaram a menor taxa anual de desocupação desde o início da série da Pnad Contínua.
No Nordeste, apenas a Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%) registraram taxas superiores à do Rio Grande do Norte, enquanto o Piauí apresentou a maior taxa do país, com 9,3%.
Já os menores índices de desemprego em 2025 foram observados no Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Informalidade ainda é desafio
Em relação à informalidade, o IBGE apontou que 38,1% da população ocupada no Brasil estava em trabalhos informais em 2025. Os maiores índices foram registrados no Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e novamente na Bahia (52,8%).
Os menores níveis de informalidade foram observados em Santa Catarina (26,3%), no Distrito Federal (27,3%) e em São Paulo (29,0%).
Rendimento médio cresce no país
A pesquisa também mostrou que o rendimento real habitual médio no Brasil chegou a R$ 3.560 em 2025.
Os maiores valores foram registrados no Distrito Federal (R$ 6.320), em São Paulo (R$ 4.190) e no Rio de Janeiro (R$ 4.177). Já os menores rendimentos médios ficaram com Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Mesmo com desafios como a informalidade e rendimento abaixo dos maiores centros econômicos do país, o resultado de 2025 consolida um marco importante para o mercado de trabalho no Rio Grande do Norte, que alcança seu melhor índice de desocupação desde o início da série histórica.