O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9/6), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que a instituição registrou “possíveis perdas” de R$ 8,8 bilhões após analisar carteiras adquiridas do Banco Master. A declaração foi feita em resposta a questionamento da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e do senador Renan Calheiros (MDB-AL).
A noticia é de Felipe Salgado, do Metrópoles. Ao detalhar a transação, Nelson disse que o negócio envolveu R$ 30 bilhões, dos quais R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB na forma de ativos distribuídos em quatro carteiras.
“Desses R$ 30 bilhões transacionados, R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB como ativos. Dentro desse montante, R$ 12,2 bilhões deram origem à Operação Compliance Zero”, afirmou.
Segundo o presidente do banco, a análise identificou problemas em uma das carteiras. “Foi identificado de imediato que R$ 2,6 bilhões, referentes à carteira Tirreno, não existiam, não tinham lastro nem qualquer respaldo”, declarou.
Após a descoberta, o BRB ampliou a revisão sobre os demais ativos incluídos na transação. “A partir daí, passamos a analisar todas essas carteiras para identificar o que efetivamente precisava ser provisionado”, disse.
Nelson explicou que a recomposição dos recursos envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), previsto em acordo homologado pelo STF entre União, Banco Central e BRB.
Segundo o executivo, o restante virá da securitização de créditos da dívida ativa do Governo do Distrito Federal (GDF). “A complementação dos R$ 8,8 bilhões virá por meio da securitização da dívida do GDF, estimada em R$ 52 bilhões. R$ 2,2 bilhões serão oriundos da securitização. Desse total, R$ 1,17 bilhão já está incorporado ao BRB”, declarou.