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Política

Toffoli defende que magistrados possam ter fazenda ou ser sócio de empresa

O ministro Dias Toffoli, do STF — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/27/11/2024

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu nesta quarta-feira (4), que os magistrados brasileiros possam ter fazendas e ser sócios de empresas, desde que não exerçam a administração. Com informações da CNN.

“Se ele tem um pai ou mãe acionista de uma empresa, dono de uma empresa ou de fazenda? Vários magistrados são fazendeiros, são donos de empresas, e eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, afirmou.

A declaração foi dada num aparte ao ministro Alexandre de Moraes, que comentava existir “má-fé” nas críticas que acusam a Corte de permitir que ministros julguem processos com participação de parentes como advogados.

Segundo Moraes, há vedações claras que barram esse tipo de conduta e ministros estão impedidos de analisar casos nos quais tenham qualquer vínculo pessoal ou familiar com partes, ou defensores.

“O magistrado não pode ter ligação com o processo que julga. E todos os magistrados, inclusive os desta Suprema Corte, não julga nunca nenhum caso em que se tem ligação”, disse.

As falas de Toffoli e de Moraes ocorrem no contexto do escândalo envolvendo o Banco Master.

A esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, é advogada do banco. E Toffoli vem sendo alvo de questionamentos e críticas pelo fato de seus irmãos terem sido sócios de um resort que teve entre os acionistas o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiao Zetterl, que chegou a ser preso pela PF.

Nesta quarta-feira, o STF iniciou o julgamento de duas ações que contestam uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que fixou regras para o uso de redes sociais por membros do Poder Judiciário.

Os casos reacenderam o debate sobre a criação de um código de conduta específico para ministros do STF. A ministra Cármen Lúcia será relatora e busca apoio dos colegas para a aprovação do texto.

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