Emili, de 17 anos, foi morta a tiros na cidade de Arez. A mãe da adolescente, em entrevista ao Via Certa, descreveu a filha como uma menina boa, educada, inteligente e dedicada aos estudos. Segundo ela, Emili passou a viver sob ameaça após o início do relacionamento com o principal suspeito do crime, que não aceitava o término da relação.
Vizinhos relataram que, por volta das 2h da madrugada, o suspeito, identificado como o próprio namorado de Emili, pulou o muro de uma casa vizinha e arrombou a porta da residência da avó da jovem, de 54 anos, antes de efetuar os disparos. Emili morreu no local, e a avó foi atingida pelos tiros, passou por cirurgia e permanece internada em estado delicado.
A mãe relatou momentos de desespero. Ela recebeu uma ligação do telefone da avó e tentou contato diversas vezes por aplicativos de mensagem, sem obter resposta. Ao ouvir os disparos e chegar à residência, confirmou a tragédia.
O histórico de violência entre Emili e o suspeito foi detalhado pela mãe. Segundo ela, o relacionamento era conturbado e já havia registros de agressões anteriores. Em janeiro de 2025, o suspeito teria invadido a casa da avó, agredido Emili e quebrado um dente. Apesar de queixas registradas na delegacia de Arez, a adolescente, coagida por ameaças, chegou a negar as agressões.
A mãe afirmou que deu muitos conselhos para que a filha se afastasse do suspeito, mas acredita que Emili vivia sob constante ameaça até o momento do crime. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, que busca localizar o autor dos disparos.
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