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Blog do Bolinha


Análise do Bolinha: Ancelotti repete velhos esquemas vencedores

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O técnico Carlo Ancelotti está há pouco mais de um ano à frente da Seleção Brasileira. Os esquemas utilizados na vitória por 6 a 2 sobre o Panamá são bastante semelhantes aos que ele já empregou em equipes vencedoras ao longo da carreira. Em um passado mais recente, podemos olhar para o Real Madrid e identificar movimentos parecidos com os das duas fases vividas pelo italiano em sua última passagem pelo clube: com e sem Karim Benzema.

Apesar de eu não ser um grande entusiasta do trabalho de Ancelotti na Seleção, compreendi sua ideia de jogo e vou mostrar como algumas funções apresentam semelhanças. Evidentemente, a execução não será idêntica, tanto pela diferença de peças quanto pela própria evolução e adaptação do treinador ao longo do tempo.

No Real Madrid campeão da Champions League de 2024 (já sem Benzema), a equipe atuava da seguinte forma:

Time titular:

  • GOL: Thibaut Courtois
  • LD: Dani Carvajal
  • ZAG: Antonio Rüdiger
  • ZAG: Nacho Fernández
  • LE: Ferland Mendy
  • VOL: Eduardo Camavinga
  • MC: Federico Valverde
  • MC: Toni Kroos
  • MEI: Jude Bellingham
  • ATA: Rodrygo
  • ATA: Vinícius Júnior

Se compararmos com a atual escalação da Seleção Brasileira, podemos fazer a seguinte equivalência de funções:

  • GOL: Alisson
  • LD: Wesley
  • ZAG: Marquinhos
  • ZAG: Gabriel Magalhães
  • LE: Alex Sandro
  • VOL: Casemiro
  • MC: Luiz Henrique
  • MC: Bruno Guimarães
  • MEI: Matheus Cunha
  • ATA: Raphinha
  • ATA: Vinícius Júnior

A lógica é bastante parecida. Alex Sandro exerce uma versão menos agressiva da função desempenhada por Mendy. Luiz Henrique reproduz parte do papel de Valverde, preenchendo o meio-campo, mas com frequentes deslocamentos para os lados.

Já quando observamos o Brasil do segundo tempo, com Igor Thiago, Paquetá e Danilo, a referência passa a ser o Real Madrid que tinha Benzema como principal referência ofensiva.

Time titular:

  • GOL: Thibaut Courtois
  • LD: Dani Carvajal
  • ZAG: Éder Militão
  • ZAG: David Alaba
  • LE: Ferland Mendy
  • VOL: Casemiro
  • MC: Toni Kroos
  • MC: Luka Modrić
  • PD: Federico Valverde
  • ATA: Karim Benzema
  • PE: Vinícius Júnior

Aplicando a mesma lógica de substituição por funções, chegamos ao seguinte desenho:

  • GOL: Ederson
  • LD: Ibañez
  • ZAG: Danilo
  • ZAG: Léo Pereira
  • LE: Douglas Santos
  • VOL: Fabinho
  • MC: Lucas Paquetá
  • MC: Danilo Santos
  • PD: Rayan
  • ATA: Igor Thiago
  • PE: Endrick

Nesse segundo modelo, algumas variações ficam mais evidentes. Ibañez, por características, é um jogador mais defensivo do que Carvajal. Já Douglas Santos se aproxima da versão mais agressiva de Mendy, oferecendo profundidade e chegada ao ataque.

Paquetá e Danilo formam um meio-campo móvel, alternando funções durante a partida, mas ambos com a responsabilidade de ocupar o corredor central em fases ofensivas.

Rayan segue uma linha semelhante à de Valverde, atuando mais aberto pelo lado do campo. Já Endrick e Igor Thiago reproduzem, dentro de suas características, a dinâmica de Vinícius Júnior e Benzema: atacantes com mobilidade, embora Igor tenha uma responsabilidade maior como referência central e homem de área.

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