A diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu por unanimidade manter as medidas cautelares que proíbem a fabricação, comercialização, distribuição e uso de diversos produtos de limpeza da marca Ypê, em reunião realizada nesta sexta-feira (15). Com informações da CNN.
No entanto, a exigência de recolhimento imediato das mercadorias que já estão no mercado e nas mãos dos consumidores foi temporariamente suspensa.
A decisão de não exigir a retirada imediata dos produtos das prateleiras e das casas dos consumidores, neste momento, tem base em uma estratégia técnica e logística, segundo o órgão.
De acordo com o diretor-presidente da Anvisa e relator do caso, Leandro Safatle, a execução de um recolhimento em larga escala sem o devido planejamento prévio poderia comprometer a sua abrangência e reduzir drasticamente a eficácia da medida sanitária.
Para lidar com os produtos que já foram distribuídos, a agência condicionou o “recall” à apresentação de um plano de mitigação de riscos por parte da fabricante, a Química Amparo. Segundo a determinação do colegiado, este documento precisará ser validado pela própria Anvisa antes que a ação seja executada e deverá detalhar obrigatoriamente:
- Critérios de rastreabilidade para localizar os lotes distribuídos;
- Canais de comunicação de risco diretos e claros com consumidores e distribuidores;
- Monitoramento contínuo pós-mercado;
- Medidas de segregação e destinação adequada das mercadorias afetadas.
Apesar de adiar o recolhimento, a Anvisa afirma que o risco sanitário é elevado devido a falhas sistêmicas nas boas práticas de fabricação da empresa. A agência entendeu que liberar a venda antes das correções exporia indevidamente a população.