A Acadêmicos de Niterói levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval deste ano um carro alegórico que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro fantasiado de capiroto e cercado por jacarés, diz O Globo. A cena faz alusão à declaração de Bolsonaro contra as vacinas da Covid-19, quando sugeriu que imunizados poderiam “virar jacaré”.
Recém-promovida ao Grupo Especial, a escola de Niterói já esteve no centro de controvérsias ao desfilar com um telão exibindo memes com Bolsonaro.
Com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola pretende homenagear Lula neste Carnaval.
O repasse de 1 milhão de reais para a Acadêmicos de Niterói foi autorizado em janeiro deste ano pela Embratur, a agência brasileira encarregada de promover o turismo no país, comandada pelo petista Marcelo Freixo.
Convite de Lula
Nesta quinta-feira, 18, o presidente convidou jornalistas a assistirem ao desfile da escola no domingo de abertura do carnaval do Rio.
Apesar de o enredo ter como foco sua trajetória, Lula afirmou que a apresentação será, sobretudo, uma homenagem à mãe, dona Lindu.
“Antes disso, eu convido vocês para irem ao carnaval do Rio de Janeiro. Na abertura do carnaval, a Unidos de Niterói vai fazer um desfile com um samba-enredo muito bonito, que é uma homenagem à dona Lindu, contando a saga dela vindo para São Paulo. Então, se vocês quiserem ter um carnaval bonito, é só ir no domingo de abertura, no Rio de Janeiro”, disse.
Gleisi Hoffmann
Na última terça-feira, 3, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reclamou da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) por recomendar a suspensão do repasse da Embratur a Acadêmicos de Niterói.
A jornalistas, ela chamou a sugestão de “preconceito”.
“Não conversei dentro do governo, mas é preconceito. A Embratur sempre financiou a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba). Se a Liesa está decidindo assim, tem os critérios dela”, disse a ministra.
Para a área técnica do órgão, o repasse “fere os princípios da impessoalidade, da moralidade e da indisponibilidade do interesse público utilizar recursos do erário, em desvio de finalidade, para a promoção de autoridades ou servidores públicos.”
Os técnicos entenderam que o repasse “pode ensejar a nulidade total ou parcial do contrato, a obrigação de ressarcimento ao erário, entre outras consequências”.
*Com informações do O Antangonista