O corpo do cão Orelha, vítima de maus-tratos na Praia Brava, em Florianópolis (SC), foi exumado na quarta-feira (11/2), segundo a Polícia Científica, que elabora novo laudo sobre a causa da morte. O resultado deve sair em até 10 dias.
O pedido de exumação foi feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e autorizado pela Justiça. Ao todo, 34 solicitações relacionadas ao caso foram encaminhadas pelo Judiciário para aprofundar a apuração de atos infracionais atribuídos a adolescentes, como furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos. A análise do pedido de internação do principal suspeito foi adiada até a conclusão das diligências.
O MPSC também questionou os critérios que levaram a polícia a apontar apenas um adolescente como autor, mesmo com outras pessoas nas imagens analisadas, e pediu esclarecimentos sobre possíveis omissões, contradições em depoimentos e a identificação de um suposto policial citado em áudio anexado pela defesa.
Orelha foi encontrado agonizando na praia em 5 de janeiro. Socorrido por moradores e levado ao veterinário, não resistiu aos ferimentos. Segundo Derli Royer, responsável pelo resgate, o animal apresentava lesões graves na cabeça e no olho esquerdo, além de desidratação.
Laudo da Polícia Científica apontou golpe forte na cabeça, possivelmente com chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados.
Em 3 de fevereiro, a Polícia Civil pediu a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte de Orelha. Outros quatro foram representados no caso do cão Caramelo. Com informações do NSC Total.