O Brasil encerrou o ano de 2025, mais uma vez, registrando pontuação crítica no IPC (Índice de Percepção da Corrupção). A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional, aponta que o país obteve 35 pontos. É a segunda pior nota já registrada desde o início da série histórica atual, em 2012 e coloca o país na 107ª posição entre 182 nações
A noticia é de BRUNA PAUXIS. Mesmo com uma variação positiva de um ponto em relação a 2024, a organização classifica o movimento como estatisticamente insignificante e aponta para um cenário de paralisia institucional.
No topo da lista, está a Dinamarca (89), que lidera como o país mais íntegro, seguida pela Finlândia (88). No extremo oposto, Somália, Sudão do Sul e Venezuela são os países com os piores índices.
Com 35 pontos, o Brasil ficou abaixo tanto da média global, de 42 pontos, quanto da média das Américas, também de 42.
Além do ranking, a entidade lançou o relatório qualitativo Retrospectiva 2025, que detalha os avanços e retrocessos no território nacional. O documento destaca dois pontos principais:
1. Infiltração do Crime Organizado
A Transparência Internacional alerta para um agravamento da corrupção na economia formal, com a infiltração do crime organizado no sistema financeiro e em setores da advocacia.
2. Operações de Impacto
O relatório aponta para as intervenções policiais realizadas durante o ano. As ações evidenciaram a complexidade das organizações criminosas:
-Operação Compliance Zero: investiga o “Caso Master”, considerado a maior fraude bancária da história do país
-Operação Carbono Oculto: focada em lavagem de dinheiro via fintechs e setor de combustíveis
-Operação Sem Desconto: investiga descontos indevidos em salários de aposentados e pensionistas do INSS
Nem todos os indicadores são negativos. O relatório aponta uma “mudança de paradigma” positiva: a transição de operações policiais baseadas em confronto para estratégias baseadas em inteligência e cruzamento de dados. A Operação Carbono Oculto foi citada como exemplo de eficácia na asfixia financeira de redes criminosas, o que representa um avanço técnico importante para os órgãos de controle brasileiros.