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Brasil

Injeção anticoncepcional masculina pode bloquear espermatozoides por até dois anos

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Uma nova alternativa de contracepção masculina está em desenvolvimento e tem chamado a atenção da comunidade científica. Trata-se de uma injeção experimental capaz de bloquear a passagem dos espermatozoides por até dois anos, sem interferir na produção hormonal.

O método, conhecido como ADAM, consiste na aplicação de um hidrogel nos canais deferentes, estruturas responsáveis por transportar os espermatozoides. A substância forma uma barreira física que impede a presença dessas células no sêmen durante a ejaculação. Com isso, o homem mantém a função sexual normal, mas sem capacidade de fecundação.

Diferente da vasectomia, que é considerada um procedimento permanente, a proposta da nova técnica é oferecer um efeito temporário e potencialmente reversível. A expectativa é que, após cerca de 24 meses, o gel seja absorvido pelo organismo ou possa ser removido por intervenção médica.

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é que o método não utiliza hormônios, o que reduz a possibilidade de efeitos colaterais como alterações na libido ou nos níveis de testosterona.

Apesar dos resultados iniciais considerados promissores, a injeção ainda está em fase de testes clínicos e não foi liberada para uso comercial. Especialistas apontam que, caso os estudos confirmem a eficácia e segurança, o produto poderá chegar ao mercado nos próximos anos.

A iniciativa é vista como um avanço nas opções de planejamento familiar, ampliando a participação masculina na contracepção, que atualmente se concentra principalmente no uso de preservativos e na realização de vasectomia.

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