Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_InterMossoro_1366x244px.gif

Brasil

Pesquisadores brasileiros clonam 1º porco para transplante de órgãos

Porco clonado identificado como P22, resultado do cruzamento das raças Landrace e Large White em pesquisa conduzida pela USP | Foto: Reprodução/USP/Genoma

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram o nascimento do primeiro porco clonado no Brasil. O animal nasceu em 24 de março, com 2,5 quilos, em um laboratório localizado em Piracicaba, no interior paulista. A informação é da Revista Oeste.

O experimento integra um projeto voltado ao desenvolvimento de animais geneticamente modificados para uso em transplantes de órgãos humanos. O Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante da USP conduz a iniciativa.

O porco recebeu a identificação P22 e não tem nome. Ele resulta do cruzamento de animais das raças Landrace e Large White, comuns na produção suína.

A pesquisa faz parte de uma estratégia científica que busca viabilizar o chamado xenotransplante, procedimento que envolve a transferência de órgãos entre espécies diferentes. No caso, os estudos se concentram no uso de órgãos de porcos, considerados compatíveis com o organismo humano em termos anatômicos e funcionais.

Casos internacionais ainda estão em avaliação

Experimentos com xenotransplante já foram realizados em outros países, especialmente nos Estados Unidos. Em 2022, um paciente recebeu um coração de porco, mas morreu cerca de dois meses depois por complicações posteriores ao procedimento.

No ano seguinte, outro paciente submetido a transplante semelhante morreu semanas depois, sem confirmação de relação direta com o órgão transplantado.

Médicos também realizaram transplantes de rins suínos em humanos. Em um dos casos, retiraram o órgão depois de alguns dias, quando o rim original do paciente voltou a funcionar.

Além dos Estados Unidos, a China também desenvolve pesquisas nessa área.

No Brasil, o projeto da USP busca desenvolver tecnologia própria para produção de órgãos, com foco em reduzir a dependência de soluções externas e ampliar as possibilidades de tratamento para pacientes em lista de espera.

Transplante no Brasil

Segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes, ligado ao Ministério da Saúde, o Brasil possui atualmente mais de 48 mil pessoas na fila por um transplante de órgão sólido. A maior parte dos pacientes aguarda por um rim.

O projeto brasileiro tem como foco inicial justamente esse tipo de órgão, que apresenta maior demanda no país.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado