A Petrobras anunciou um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A partir desta quinta-feira, o valor terá aumento de R$ 0,48 por litro, o equivalente a uma alta de 18,6%. Esta é a primeira elevação no preço do combustível desde 2024. Com informações do UOL.
Apesar do reajuste anunciado pela estatal, o impacto para as distribuidoras será reduzido por meio de um subsídio do governo federal. Com o desconto de R$ 0,44 por litro, o aumento efetivo será de apenas R$ 0,04 por litro. Assim, o preço médio da gasolina A comercializada pela Petrobras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61.
Segundo a Petrobras, o reajuste ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional. Desde o início do conflito entre Irã e Israel, em fevereiro, o barril do tipo Brent subiu 36,2%, saltando de US$ 72,48 para US$ 98,74. A disparada é atribuída principalmente às tensões no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, os consumidores já vinham sentindo o aumento nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o preço médio da gasolina subiu de R$ 6,28 para R$ 6,62 desde o início da guerra no Oriente Médio, acumulando alta de 5,4%.
A Petrobras destacou que o aumento para os consumidores não será imediato, já que o combustível ainda passa por toda a cadeia de distribuição até chegar aos postos. Caberá aos revendedores decidir se irão repassar o reajuste integralmente ao preço final.
Na semana passada, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia sinalizado que o reajuste seria anunciado em breve durante conferência com analistas sobre o balanço trimestral da companhia.
O governo federal também anunciou uma Medida Provisória que prevê subvenção de até R$ 0,8925 por litro de gasolina para conter os impactos da alta internacional. Os recursos serão destinados às refinarias e importadores de combustíveis.
De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços praticados pela Petrobras ainda estão defasados em cerca de 70% em relação ao mercado internacional. A entidade estima que a diferença média chega a R$ 1,51 por litro, variando conforme o polo de distribuição.