Os maiores sindicatos de trabalhadores da Argentina deram início a uma greve maciça de 24 horas nesta quinta-feira (10), paralisando trens, aviões e portos em protesto contra as medidas de austeridade do governo do presidente Javier Milei.
A noticia é de LUCILA SIGAL. A capital, Buenos Aires, estava tranquila na manhã desta quinta-feira (10), embora os ônibus públicos estivessem funcionando normalmente. Os bancos e as escolas fecharam as portas, e os hospitais públicos e as agências governamentais estavam funcionando com uma equipe mínima.
Na quarta-feira (9), antes da greve, os trabalhadores participaram de um protesto semanal de aposentados em frente ao Congresso. Os aposentados viram seus fundos de pensão serem cortados e seus protestos terminaram em violência nas últimas semanas, quando grupos simpatizantes, como torcedores de futebol, entraram em confronto com a polícia.
“Depois dessa greve, eles terão que desligar a motosserra”, disse Rodolfo Aguiar, secretário geral do sindicato ATE Nacional, referindo-se à analogia de Milei para o corte de gastos públicos.
Os sindicatos estão exigindo que o governo readmita os funcionários demitidos, reabra as negociações salariais e elimine os planos de privatização de algumas empresas públicas, entre outras medidas.
O sindicato de aviação APA disse que estava aderindo à greve porque “a única coisa que o governo trouxe foi uma onda de demissões em agências estatais, taxas de pobreza mais altas e dívidas internacionais, que são a maior fraude da história da Argentina”.
A APA e outros sindicatos de aviação lutaram para que os salários dos funcionários ficassem alinhados com a inflação – que, embora tenha caído sob o comando de Milei, ainda teve um aumento mensal de 2,4% em fevereiro – e se opuseram aos esforços do presidente para privatizar a empresa estatal Aerolíneas Argentinas.