Por Hellen Jambor
Os preços continuam subindo e o impacto já aparece no dia a dia. A prévia da inflação de março ficou em 0,44%, segundo o IBGE. Na prática, dois pontos pesaram mais no bolso: alimentação e combustíveis.
O diesel foi um dos principais responsáveis pela alta, com aumento de 3,77%. Esse reajuste influencia diretamente o transporte e o frete, e acaba chegando ao consumidor em forma de preços mais altos.
No supermercado, o peso foi ainda maior. Produtos básicos do dia a dia tiveram aumento significativo. O açaí subiu quase 30%, o feijão quase 20%, o ovo mais de 7%, além de altas no leite e nas carnes. Com isso, o grupo de alimentação liderou a inflação do mês, com avanço de 0,88%.
Houve queda em alguns itens, como café, frutas, gasolina e etanol, mas não o suficiente para aliviar o orçamento. Na prática, o consumidor continua sentindo mais aumento do que redução nos preços.
A tendência é de pressão maior nos próximos meses. Parte da alta dos combustíveis ainda não entrou completamente no cálculo da inflação, já que os aumentos ganharam força no fim de fevereiro.
No dia a dia, já se percebe que comer em casa está mais caro, o diesel pressiona toda a cadeia de preços e as pequenas quedas não compensam as altas. Em 12 meses, a inflação está em 3,9%, mas o impacto no bolso já é sentido agora.