Quando foi criada, a CPI do Crime Organizado pretendia dar uma resposta a força das facções criminosas no Brasil, diante dos graves crimes praticados pelo PCC e pelo Comando Vermelho não só nos morros, mas também no mercado financeiro e na política. Contudo, meses após a instalação, o fato é que a CPI presidida pelo senador petista Fabiano Cantarato está focada mesmo é em investigar pessoas ligadas a Jair Bolsonaro.
Na reunião desta quarta-feira (18), inclusive, os senadores iriam analisar quebras de sigilos de Valdemar Costa Neto e Paulo Guedes. Também votaria a convocação de Gisele dos Santos Carneiro Silva, pasmem, ex-assessora da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aí foi uma revolta geral na CPI.
O senador Sérgio Moro ameaçou deixar a CPI por não concordar com o "jogo político". Disse ainda que se for para focar no Banco Master, por exemplo, tem que convocar o ministro-chefe da Casa Civil, Ruy Costa, pela ligação dele com o Master lá nos primórdios, quando era governador da Bahia.
A fala mais forte, porém, foi a do senador Magno Malta, que cobrou a votação dos requerimentos para convocar os reais chefes do crime organizado, como os mega traficantes Fernandinho Beiramar, Marcinho VP e Marcola. Assista: