Segundo a empresa, a funcionalidade foi criada após pedidos de pais. O recurso será liberado gradualmente para os usuários nos próximos meses, e algumas pessoas começarão a testá-lo já nas próximas semanas.
A conta da criança será configurada pelos pais ou responsáveis. Para isso, será necessário inserir a data de nascimento do menor e realizar uma selfie para confirmar que quem está criando a conta é um adulto.
Entre as medidas de segurança previstas, mensagens enviadas por desconhecidos serão direcionadas para uma pasta separada, protegida por um PIN (código numérico) definido pelos pais. Os responsáveis também poderão autorizar a participação dos filhos em grupos. Caso a criança tente entrar em um grupo sem autorização, será necessário inserir o PIN do responsável.
Além disso, as contas infantis não terão acesso a alguns recursos da plataforma, como a Meta AI (inteligência artificial da empresa), os Canais e o Status.
Os pais também receberão notificações sempre que o filho adicionar, bloquear ou denunciar algum usuário. Os responsáveis ainda serão avisados caso um grupo do qual a criança participe aumente de tamanho ou se alguém ativar a função de mensagens que desaparecem.
O anúncio ocorre próximo ao início da vigência do ECA Digital, que passa a valer em 17 de março e traz um conjunto de medidas voltadas à proteção de menores no ambiente digital.
Nos últimos anos, plataformas digitais em todo o mundo têm enfrentado pressão de governos para reforçar mecanismos de segurança voltados a crianças e adolescentes. Uma das medidas mais rigorosas foi adotada pela Austrália, que proibiu o acesso de menores às redes sociais.
No ano passado, a Meta também lançou um sistema de supervisão parental no Instagram. Voltado para usuários entre 13 e 18 anos, o recurso permite que pais acompanhem a atividade dos filhos e inclui proteções contra conteúdos sensíveis, como publicações que abordam violência ou procedimentos estéticos, além de restrições a funcionalidades como transmissões ao vivo (lives).