Mudou tudo: Após decisão do TSE, Fátima vai ter que escolher se quer PSB ou PDT no seu palanque

22/06/2022 10:48:00

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caiu como uma bomba no palanque da governadora Fátima Bezerra (PT). Isso porque tranquila ao saber que tem o apoio do PSB, mesmo sem apoiar a pré-candidatura do deputado Rafael Motta ao Senado Federal, a governadora agora vai ter que escolher se quer o pessebista ou o PDT, do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves no seu palanque. Afinal, o TSE impediu que uma única candidatura ao Governo tenha, no seu grupo coligado, mais de uma candidatura ao Senado. 

Isso quer dizer que, no grupo de Fátima, não será possível ter Carlos Eduardo e Rafael Motta candidatos. E como nenhum dos dois pretende abrir mão da disputa, vai caber a governadora decidir quem quer ao lado dela. Se não insistir com o ex-prefeito, poderá perder o PSB na coligação, visto que o plano da candidatura de Rafael Motta seria nacional e não estaria vinculada ao apoio do PT no RN. 

A decisão que tumultuou o grupo de Fátima foi tomada pelo TSE nesta terça-feira (21). Por 4 votos a 3, a Corte analisou uma consulta feita pelo deputado federal Delegado Waldir (União Brasil). 

Ele perguntou se partidos que formam uma coligação para disputar o posto de governador são obrigados a lançar um único candidato ao Senado. O relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, abriu a possibilidade de candidaturas diversas ao Senado por integrantes de uma mesma coligação. O magistrado, no entanto, não obteve a maioria.

No Rio Grande do Norte, o entendimento vai impor uma escolha à governadora Fátima, já que o PSB e o PDT possuem pré-candidatos ao Senado. São eles: o deputado federal Rafael Motta e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, respectivamente.

O PT já deliberou pelo apoio a Carlos Eduardo, em encontro tático realizado este mês. O que muda, agora, é que a manutenção desse apoio significa retirar o PSB da coligação para o Governo, contrariando a aliança nacional formada entre petistas e socialistas, nas figuras do ex-presidente Lula e do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin.

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