
O mês de agosto é dedicado para conscientiza a sociedade sobre os benefícios do leite materno, alimento considerado ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e incentiva a prática. Esse momento que é fundamental para estabelecer os primeiros vínculos entre o bebê e a mãe,mas é preciso estar atento à “amamentação cruzada”, na qual uma mãe alimenta o filho de outra mulher. Essa ação é contrária às recomendações do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da própria OMS por oferecer uma série de riscos ao bebê.
Segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 2019, 21,1% da população brasileira recorre a prática da amamentação cruzada, sendo a região Nordeste a terceira com o maior índice, atingindo 20,3% das mães de crianças menores de 2 anos.
E essa prática começou a ser desaconselhada após a descoberta do Vírus da Imunodeficiência Humana [HIV]. Logo depois dos estudos, a contra indicação foi formalizada tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela OMS. A alternativa segura para que o bebê consuma leite produzido por outra mulher que não a mãe é frequentar o Banco de Leite Humano, que segue um rigoroso processo de triagem e tratamento, assegurando a doação livre de qualquer possibilidade de transmissão de doenças ou infecções.