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Internacional

EUA: governo Trump começa a buscar imigrantes ilegais para deportá-los

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Tom Homan (foto em destaque), chefe do Serviço de Imigração e Controle (ICE) dos Estados Unidos, conhecido como o “Czar das fronteiras” de Donald Trump, informou que as batidas e deportações de imigrantes ilegais começarão nesta terça-feira (21), menos de 24 horas depois da posse do novo presidente. A notícia é do Metrópoles.

 

O que houve?

Tom Homan anunciou que as deportações em massa começarão nesta terça-feira (21).

Donald Trump, logo após a posse, assinou decretos que autorizam a deportação de imigrantes não documentados.

Homan é conhecido como o “Czar das fronteiras”, devido à sua dura atuação na política anti-imigração.

Segundo Homan, os agentes de imigração se espalharão pelos Estados Unidos a partir desta terça para prender e deportar pessoas que estejam ilegalmente em território norte-americano.

“O ICE vai começar a fazer seu trabalho. E digo mais: eles não conseguiram fazer o trabalho nos últimos quatro anos e agora vão começar a cumprir a lei como deveria ser”, disse Homan à imprensa local.

O “Czar das fronteiras” não informou onde as batidas acontecerão ou se elas terão como alvo principal as “cidades santuários”, que, de acordo com o novo governo, não cooperam com as autoridades de imigração. Mas Homam garantiu que a “varredura” por ilegais se espalhará por todo o país.

“Eles [ICE] vão fazer isso por todo o país. Temos escritórios por todo o país, e cada oficial de imigração vai estar lá e fazer cumprir a lei a partir de amanhã de manhã [nesta terça]”, afirmou o secretário.

 

Medidas contra a imigração

As ações do ICE seguem os decretos assinados por Trump nessa segunda-feira (20/1). As ordens executivas implementam políticas de linha dura destinadas a impedir que migrantes sem documentos entrem nos EUA.

Em seu discurso de posse, o presidente dos EUA declarou emergência nacional na fronteira com o México e anunciou uma série de medidas contra a imigração — entre elas, o envio de contingente adicional das Forças Armadas para o local.

“Devido à gravidade e emergência deste perigo atual e ameaça iminente, é necessário que as Forças Armadas tomem todas as medidas apropriadas para auxiliar o Departamento de Segurança Interna a obter o controle operacional total da fronteira sul”, diz o decreto anti-imigração.

 

Entre as medidas anunciadas por Trump, estão:

Instruir militares a priorizar a fronteira dos EUA e a integridade territorial.

Acabar com a política de “captura e soltura”, pela qual os migrantes são liberados enquanto aguardam uma audiência sobre seu status de asilo.

Acabar com o asilo e fechar a fronteira aos imigrantes que entram ilegalmente.

Restabelecer a política de “permanecer no México” – que exige que aqueles que buscam asilo permaneçam no México antes da data de sua audiência de imigração – e construir um muro na fronteira.

Assinar uma ordem executiva declarando emergência energética nacional.

Cartéis vão passar a ser considerados “organizações terroristas”.

 

Batidas permitidas

Nesta terça, o governo Trump revogou a proibição de batidas contra imigração em escolas, hospitais e igrejas, segundo informou o jornal The Guardian.

A Casa Branca rescindiu um memorando emitido pelo agora ex-presidente Joe Biden que restringia a fiscalização da imigração dentro e ao redor de escolas, instalações de saúde, igrejas e prédios que fornecem assistência a desastres, entre outros locais.

Sob as novas políticas de sua administração, os agentes de Imigração e Alfândega agora são encorajados a usar “uma dose saudável de bom senso” ao escolher locais para encontrar pessoas sem documentos.

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