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O dia 27 de março era um dia temido para a população potiguar, que viveu duas semanas de tensão provocada por seguidos ataques criminosos. A preocupação era consequência do fato da data representar o aniversário da facção criminosa responsável pela ordem do "salve", que provocou mais de 300 ataques no Estado. Apesar do temor, no entanto, a situação foi outra. O dia 27 acabou sendo mais um dia de grande operação policial, que desta vez resultou na prisão de 72 pessoas suspeitas de envolvimento, justamente, nesses ataques criminosos.
Atualização: às 18h50, postagem foi atualizada pelos novos números divulgados pela Secretaria Estadual de Segurança.
A operação envolveu as polícias Civil, Militar e Federal, com apoio do Instituto Técnico-Científico de Perícia, da Secretaria de Administração Penitenciária e da Polícia Rodoviária Federal, com o objetivo de cumprir mandados de prisões em 14 municípios. Dois suspeitos foram feridos em confronto nos municípios de Extremoz e Pendências, socorridos, mas não resistiram. Armas e drogas também foram apreendidas. Desde o dia 14 de março, são 263 presos.
“Todas as ações foram feitas de forma integrada com todas as instituições no âmbito do estado do Rio Grande do Norte, a Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros com a Polícia Federal e com a Polícia Rodoviária Federal e no âmbito dos municípios com as guardas municipais que têm trabalhado e apoiado e entregado as ações junto com a sua segurança do estado e da união”, afirmou o secretário da Sesed, Coronel Francisco Araújo. O secretário ressaltou que apesar de não haver registo de novos ataques nas últimas 48h, as forças de segurança ”continuam com ações de investigações e operações policiais no enfrentamento da criminalidade”.
A operação, que recebe o nome de AGERE PRO VIRIBUS*, cumpriu mandados de prisão nos municípios de Natal, Apodi, Mossoró, Extremoz, Goininha, Tangará, Tibau do Sul, Várzea, Macau, Pendências, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi, Nova Cruz e Parnamirim.
“A operação é resultado de uma coordenação investigativa, que conta com o apoio do judiciário e do Ministério Público neste trabalho permanente de investigação”, esclareceu a delegada-geral do RN, Ana Claudia Saraiva.
*O nome da operação faz referência ao ato de proceder tendo em conta os meios de que se dispõe; empregar a força que se tem.