O início do novo Júri Popular do Caso Zaira, no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, acontecerá nesta segunda-feira (1º). O julgamento terá acesso limitado apenas a alguns familiares da vítima e do réu e deve se estender até a sexta-feira (5).
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), a restrição busca proteger informações sensíveis e preservar a dignidade da vítima, já que o processo segue em segredo de justiça. Profissionais de imprensa não poderão entrar no Salão do Júri. O primeiro julgamento, realizado em Caicó, foi anulado após a defesa abandonar o plenário.
Ao longo da semana, serão colhidos 23 depoimentos, entre testemunhas de acusação, defesa e o próprio réu, com cerca de oito oitivas por dia, presencialmente ou por videoconferência. O processo já reúne aproximadamente 7 mil páginas.
A defesa do réu sustenta que Zaira Cruz, de 22 anos, não foi assassinada. Os advogados afirmam que a jovem teria morrido de causas naturais e alegam que a marca interna encontrada no pescoço dela teria sido provocada durante a necropsia, quando a cartilagem teria sido rompida. Segundo a defesa, não havia sinais externos de lesão.
Zaira foi encontrada morta no dia 2 de março de 2019, durante o Carnaval de Caicó. O policial militar Pedro Inácio Araújo responde por estupro e homicídio. O júri foi transferido da Comarca de Caicó para Natal a pedido da defesa, que questionou a imparcialidade do julgamento na região do Seridó.