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Brasil

Relatório de comissão afirma que JK foi assassinado; nova versão é avaliada

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A CEMDP (Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos) elaborou um relatório apontando que o ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek, foi vítima de um assassinato — e não de um acidente envolvendo um Opala e um ônibus, que acarretou na morte do parlamentar e do motorista Geraldo Ribeiro, em 22 de agosto de 1976, no final da ditadura militar.

A noticia é do portal CNN. Agora, o documento revisa os eventos da morte de Juscelino e diz que, na verdade, ele foi assassinado. Não foram revelados detalhes da nova investigação, da relatora Maria Cecília Adão, sendo que o relatório está em processo de avaliação, segundo o ministério dos Direitos Humanos.

“As decisões sobre o reconhecimento ou não de desaparecidos políticos são votadas em reuniões da CEMDP e aprovadas por maioria simples, conforme previsto em seu regimento. Ressalta-se que o relatório em questão está em análise pelos membros e não foi votado até o momento”, diz nota da equipe do ministério dos Direitos Humanos enviada à CNN.

O contexto brasileiro da ditadura militar levou Juscelino a ser considerado um perseguido político do regime. Na época, Castello Branco cassou seus direitos militares por cerca de dez anos.

Um dos motivos apontados era pela popularidade do ex-presidente, que era o favorito a assumir a chefia do Executivo em 1965 — aproximadamente, um ano depois do golpe.

JK morreu num acidente automobilístico no quilômetro 165 da Via Dutra — rodovia que liga São Paulo ao Rio de Janeiro — nas proximidades de Resende (RJ), em 22 de agosto de 1976.

Segundo a versão oficial da época, o Chevrolet Opala em que o ex-presidente viajava, conduzido por seu motorista, Geraldo Ribeiro, teria se envolvido em uma batida leve com um ônibus, o que fez o carro perder o controle.

Em dezembro de 2013, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da Câmara de São Paulo, chegou à conclusão de que JK e Geraldo Ribeiro foram vítimas de "conspiração, complô e atentado político".

Intitulado "Relatório JK", o documento elaborado pelo colegiado aponta que o motorista de Juscelino teria perdido o controle do Opala depois de ser atingido por um tiro na cabeça.

A investigação conduzida pelos integrantes da comissão analisou, inclusive, um fragmento metálico encontrado no crânio de Geraldo Ribeiro durante exumação feita em 1996. Apesar disso, a apuração constatou que o vestígio correspondia a um cravo metálico utilizado para fixar o revestimento do caixão do motorista.

No início do ano passado, a história ganhou um novo capítulo quando o governo federal e a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) decidiram reabrir a investigação do episódio.

A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP)é composta por sete membros designados pelo Presidente da República dos seguintes órgãos e entidades: Ministério da Defesa, Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, MPF, pessoas com vínculo com os familiares de mortos e desaparecidos e representantes da sociedade civil.

 

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