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Segurança

RN teve 775 casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes em 2025

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O Rio Grande do Norte registrou 775 desaparecimentos de crianças e adolescentes ao longo de 2025, segundo dados enviados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O número corresponde a uma taxa de 22,43 casos a cada 100 mil habitantes, índice próximo ao de estados como Paraíba (22,31) e Amazonas (22,72).

Embora o RN não esteja entre os estados com maiores volumes absolutos de ocorrências, os dados reforçam a dimensão do problema no estado e a necessidade de ações permanentes de prevenção, busca e localização de menores desaparecidos, especialmente em regiões socialmente mais vulneráveis.

No contexto nacional, o Brasil contabilizou 23.919 registros de desaparecimento de crianças e adolescentes em 2025, uma média de 66 casos por dia. O total representa um crescimento de 8% em relação a 2024, quando a média diária era de 60 desaparecimentos de menores de 18 anos. Do total de registros no país, cerca de 61% envolvem meninas e adolescentes do sexo feminino, enquanto 38% são meninos.

Especialistas apontam que, apesar da importância do recorte por gênero, ainda há dificuldades na identificação das causas e motivações dos desaparecimentos, já que muitos casos não têm o desfecho devidamente detalhado nos registros oficiais.

No Rio Grande do Norte, autoridades destacam a importância do uso de ferramentas como o Amber Alert, protocolo acionado em situações consideradas de alto risco. O sistema permite a divulgação rápida de informações e imagens de crianças desaparecidas em redes sociais como Facebook e Instagram, ampliando o alcance das buscas. Segundo o Ministério da Justiça, a iniciativa tem contribuído para agilizar localizações, embora reconheça a necessidade de maior integração entre estados e aprofundamento da análise regional dos dados.

No ranking nacional, o RN aparece na 19ª posição em número de casos, à frente de estados como Piauí (744), Alagoas (729), Sergipe (728) e Mato Grosso do Sul (378), mas ainda distante dos maiores volumes registrados em São Paulo (20.546), Minas Gerais (9.139) e Rio Grande do Sul (7.611).

Os números reforçam o alerta de que, mesmo fora dos extremos do ranking, o desaparecimento de crianças e adolescentes segue sendo um desafio relevante para o Rio Grande do Norte e exige políticas públicas contínuas e articuladas entre segurança pública, assistência social e sociedade civil.

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