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Segurança

Segurança que agrediu jovem surdo em Apodi atuava de forma clandestina; empresa é fechada pela PF

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A Polícia Federal realizou, na terça-feira (24), uma fiscalização em Apodi, no Rio Grande do Norte, e constatou que a empresa responsável pela segurança privada do carnaval do município atuava de forma clandestina, sem autorização para exercer a atividade.

A diligência foi motivada por denúncias e pela ampla repercussão de um vídeo que mostra a agressão a um jovem surdo, de 29 anos, durante a festa.

Empresa atuava sem autorização

Durante a inspeção, a PF verificou que a empresa não possuía autorização para prestar serviços de segurança privada. Foi lavrado auto de encerramento das atividades irregulares, e a Prefeitura de Apodi foi formalmente notificada sobre a contratação, com o objetivo de evitar novas ocorrências semelhantes.

A empresa poderá responder pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança.

Jovem foi agredido próximo a trio elétrico

As agressões ocorreram na terça-feira (17), nas proximidades de um trio elétrico. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o jovem sendo atingido com golpes de cassetete por três seguranças e, em seguida, empurrado ao chão.

Testemunhas relataram que ele tentou se comunicar por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas não teria sido compreendido. Após a ação, foliões que estavam próximos prestaram apoio à vítima.

Segundo a família, que registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Apodi, o jovem sofreu cortes pelo corpo e precisou levar quatro pontos em um dos braços. O caso é investigado pela polícia.

Segurança foi preso em Mossoró

Um dos seguranças envolvidos, de 25 anos, procurou uma delegacia em Mossoró na quinta-feira (19) para registrar boletim de ocorrência após relatar ameaças.

Durante o atendimento, a Polícia Civil constatou que ele estava com um celular roubado. Na vistoria do veículo, os agentes encontraram uma arma ponto 40 que, segundo a corporação, pertence ao pai do suspeito, que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e possui registro.

O segurança foi autuado por receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e preso em flagrante, passando por audiência de custódia na sexta-feira (20). A defesa afirma que ele não sabia que o celular era produto de crime e questiona a legalidade da vistoria no veículo.

Nota da prefeitura

 

Em nota, a gestão municipal informou que determinou a apuração imediata dos fatos junto à empresa contratada para que as circunstâncias sejam esclarecidas e as medidas cabíveis adotadas. A administração declarou solidariedade ao jovem e reafirmou o compromisso com o respeito, a segurança e o bem-estar dos foliões.

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