Oferecimento:

Logo 96FM

som+conteúdo

Banner_InterMossoro_1366x244px.gif

Segurança

[VIDEO] Quem foi o policial penal que o PCC conseguiu matar no RN em retaliação ao Governo

backup/81vwd405m6xitr4tbfd7swxnmbwrp5.jpeg

O Jornal das 6, por meio de Dinarte Assunção, lembrou quem foi o policial penal morto num plano criminoso do Primeiro Comando da Capital (PCC), que deu certo. Segundo reportagem do SBT News, divulgado hoje (28), planos do PCC de reatiliação a ações do poder público deram certo em duas ocasiões, uma em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e outra no Paraná. Assista o vídeo acima: 

Conforme lembrou Dinarte, no caso do RN, o policial penal morto na retaliação Henri Charle Gama e Silva, assassinado em um bar. Apesar de parecer um crime banal, o PCC alugou casa, movimentou contas bancárias, botaram pessoas para fazer um trabalho de contra-inteligência, para monitorar o policial penal. "É com essa com esse tipo de estrutura que o Estado, o poder público, está lhe dando", ressaltou Dinarte Assunção. 

O crime aconteceu em abril de 2017. Hoje, o caso foi relembrado diante da divulgação nacional de novos planos do PCC, com o objetivo agora de assassinar autoridadagoes como promotores de justiça e o senador Sérgio Moro, como forma de "responder" as medidas de combate ao crime. 

No ano de 2017, o crime foi motivado pelo endurecimento de regras para lideranças das facções que atuam no sistema penal no governo Michel Temer (MDB) – após o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) – levou o PCC a reagir com ataques às autoridades no país. Três agentes penais federais foram executados brutalmente nesses planos de retaliação.

Além de Henri Charle Gama, outros dois foram mortos no Paraná, onde fica a Penitenciária Federal de Catanduvas, um dos cinco presídios federais de regime diferenciado. Ao todo, são cinco unidades, para onde passaram a ser transferidos e isolados alguns dos líderes do PCC e de outras facções. 

CONDENAÇÃO DOS ENVOLVIDOS

Em 2021, os cinco réus acusados da morte do policial penal federal Henri Charle Gama e Silva foram condenados pelo júri popular que terminou na noite desta quinta-feira (2). As penas variam de 20 a 37 anos e 4 meses de reclusão, além das multas em dinheiro, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e organização criminosa.

O júri presidido pelo Juiz Federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara teve início na última terça-feira (30) no Fórum Desembargador Silveira Martins, em Mossoró. O policial penal federal Henri Charle Gama e Silva, foi assassinado em um bar no dia 12 de abril de 2017.

Em novembro de 2019, o magistrado acolheu a denúncia do Ministério Público Federal de que o crime teve características de execução e estava relacionado ao exercício da função da vítima e determinou a realização do júri popular. Vinte e cinco jurados participaram do julgamento.

Maria Cristina da Silva foi condenada por homicídio duplamente qualificado. Ela foi absolvida quanto ao crime de organização criminosa. A pena dela foi de 20 anos de reclusão.

Os demais réus foram condenados tanto pelo crime de homicídio duplamente qualificado quanto de organização criminosa. Além das penas, cada um deles pagará multas cujos valores ainda serão calculados. Os demais acusados receberam as seguintes penas:

Gilvaneide Dias: 22 anos e 2 meses de reclusão;
Edmar Fudimoto: 22 anos e 2 meses de reclusão;
Jailton Bastos: 37 anos e 4 meses de reclusão;
Eduardo Lapa: 24 anos e 9 meses de reclusão.

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado