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Política

Cúpula da Fictor usou laranjas de célula paulista do CV em fraudes

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O CEO e sócio do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini, alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (25/3), usaram uma rede de laranjas ligada ao núcleo do Comando Vermelho (CV) em São Paulo para lavar dinheiro, de acordo com as investigações. A dupla é suspeita de envolvimento em fraudes de até R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal e outros bancos.

A noticia é do portal METRÓPOLES. Na representação que deu origem aos mandados, a PF afirma que o contato com o grupo de laranjas do CV se dava por meio de Thiago Branco de Azevedo, que mantinha uma rede com cerca de 100 empresas de fachada. Elas eram abertas com documentos falsos, em nome de pessoas que nem sequer tinham conhecimento dessa prática, e usadas para obter empréstimos bancários.

Os crimes cometidos por Thiago Branco, conhecido como Ralado, foram descobertos pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2024, a partir de uma investigação sobre o Bando do Magrelo, gangue que rivalizava com o Primeiro Comando da Capital (PCC) no interior do estado na disputa por pontos de venda de drogas. O líder do grupo, Anderson Ricardo de Menezes, o Magrelo, seria associado ao Comando Vermelho (CV). Mais tarde, após sua prisão, a própria facção carioca teria assumido o controle da região.

Segundo a PF, Góis e Rubini teriam utilizado a rede criada por Ralado para movimentar dinheiro de forma ilícita.

São cumpridos, ao todo, 43 mandados de busca e apreensão e outros 21 de prisão preventiva — 13 pessoas haviam sido presas até a manhã desta quarta. Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões.

As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões.

O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos.

A defesa de Luiz Rubini informou que não teve conhecimento prévio do processo e se manifestará oportunamente. 

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