A energia elétrica compromete uma parcela crescente da renda dos brasileiros. O aumento ocorre tanto pelo reajuste direto das tarifas quanto pelo impacto indireto nos preços de produtos e serviços. A informação é da Revista Oeste.
Um relatório da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace Energia) mostra que a tarifa residencial subiu 401,4% entre 2000 e 2024. O índice supera a inflação acumulada no período, que ficou em cerca de 340%.
O estudo da Abrace revela que a alta da energia eleva os custos de produção da indústria e do setor de serviços. O impacto atinge áreas como entretenimento e transporte, além de alimentação, e, portanto, reflete no custo de vida das famílias.
A entidade destaca que o consumo indireto de energia do brasileiro é quase o dobro do consumo residencial direto. Esse fator amplia o peso das tarifas sobre a economia doméstica.
Energia elétrica: subsídios no setor
Para este ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta uma alta de 8%, valor superior à inflação de 4,1% prevista para o ano. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia conceder um empréstimo às distribuidoras para adiar esse aumento.
Atualmente, o governo utiliza subsídios para beneficiar a população de baixa renda. Esses custos são pagos pelos demais consumidores e por incentivos setoriais embutidos na conta de luz.