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Justiça mantém prisão de MC Poze do Rodo após audiência de custódia

Funkeiro foi preso junto de outros influenciadores em operação que investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas por criptoativos. (Foto: divulgação/Polícia Civil do Rio de Janeiro)

A prisão de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi confirmada pela Justiça Federal após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (16). Ele está no presídio José Frederico Marques, localizado em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. A informação é do Estadão.

Na quarta-feira (15), o funkeiro havia sido preso em sua residência, em um condomínio no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste da cidade. Após a prisão, ele foi levado à sede da Polícia Federal e, em seguida, transferido para o sistema prisional.

Em nota, a Justiça Federal afirmou que os "autos do processo encontram-se sob sigilo total, com acesso restrito às partes. O órgão comunicou que já foram realizadas mais de 30 audiências e que, até o momento, permanece mantida a prisão de todos os indivíduos que foram alvos de mandados, cumpridos em diversos locais".

Entenda as prisões

A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o artista MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e outros membros. A operação aponta que eles usavam empresas de produção musical e entretenimento para disfarçar receitas ilícitas. Os recursos provinham de jogos de azar não regulamentados, apostas ilegais, rifas digitais clandestinas, estelionato online e, possivelmente, tráfico de drogas.

A organização utilizava empresas de fachada e fracionava grandes quantias de dinheiro (conhecido como "smurfing") para ocultar a origem dos recursos, segundo a PF. Parte do dinheiro era enviada ao exterior em criptoativos. Depois, os valores eram reinvestidos em ativos de luxo, como imóveis e joias, frequentemente registrados em nome de terceiros para dificultar a identificação dos donos.

A operação resultou na prisão de MC Poze, MC Ryan e outros envolvidos, sendo que o grupo também gerenciava sua imagem e promovia plataformas de apostas. A defesa dos acusados nega envolvimento em crimes e afirma que os recursos têm origem lícita.

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