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Política

Novo ministro de Lula sugere aumentar endividamento para "salvar economia popular"

Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), José Guimarães, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto  • GIL FERREIRA

O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, sugeriu a possibilidade de um aumento do endividamento nacional para preservar a economia popular dos impactos da guerra. A informação é da CNN Brasil.

"É claro que uma guerra dessa, nós não podemos transferir para a população os prejuízos dela. Se tiver que, na minha opinião, aumentar o endividamento do país para salvar a economia popular, tem que fazer", declarou Guimarães nesta quinta-feira (16), em um café com jornalistas, no Palácio do Planalto.

Gumarães aianda afirmou que o governo federal prepara novas medidas que evitem o impacto da guerra no Oriente Médio no preço dos combustíveis no Brasil, sem entrar em detalhes.

Segundo o ministro, o assunto está sendo discutido tanto pela Casa Civil quanto pela equipe econômica.

“O governo está elaborando medidas que não estão ainda todas prontas. Como nós já falamos, é para resolver, para ajudar. Não deixar que o tributo recaia sobretudo sobre os consumidores. O governo está trabalhando, não é fácil isso porque a economia é uma economia globalizada e tem impacto no diesel, na gasolina, enfim. Nos próximos dias o governo deve anunciar mais medidas sobre isso.”

O ministro destacou medidas tomadas até o momento, mas disse serem “insuficientes” para “dar conta do estrago” dos efeitos da guerra. Ele também disse ser preciso cuidar e reverter o endividamento das famílias brasileiras, tema que será mais discutido a fundo internamente.

Posse de Guimarães

José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara dos Deputados, tomou posse na terça-feira (14) como ministro-chefe da SRI (Secretaria de Relações Institucionais).

A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a presença do presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A SRI estava sob comando interino do secretário-executivo Marcelo Costa desde a saída da então ministra Gleisi Hoffmann. Gleisi deixou o cargo no dia 3 de abril, dentro do prazo de desincompatibilização, para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.

A pasta foi a única das 17 trocas ministeriais a ficar sem um sucessor. A demora, segundo interlocutores do Planalto, se deu pelo fim da janela partidária e pelos acertos iniciais nos estados.

No terceiro mandato do presidente Lula, a secretaria foi chefiada, inicialmente, por Alexandre Padilha, que deixou a pasta para assumir o ministério da Saúde. Com isso, Gleisi assumiu a articulação política do governo em março de 2025. Na reta final do mandato, Guimarães assume a SRI.

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