A morte de Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17), reacende na memória dos potiguares momentos marcantes da relação do maior ídolo do basquete brasileiro com sua cidade natal. Um dos mais simbólicos aconteceu em 2016, quando o “Mão Santa” voltou a Natal para conduzir a tocha olímpica dos Jogos do Rio, em um percurso carregado de emoção e significado.
Nascido na capital do Rio Grande do Norte, Oscar foi recebido com carinho por uma multidão e não escondeu a emoção ao carregar a chama olímpica justamente em frente ao colégio onde estudou na infância. Ao lado da família, ele classificou aquele momento como um dos mais especiais de sua vida, destacando o orgulho de representar sua terra em um evento de dimensão mundial.
Na ocasião, o ex-jogador ressaltou que conduzir a tocha em sua cidade tinha um peso diferente. Para ele, estar em Natal, cercado por familiares, amigos e pela população, tornava tudo ainda mais simbólico, reforçando a ligação que sempre manteve com suas origens, mesmo após construir uma carreira internacional histórica.
Além desse episódio, Oscar também costumava relembrar com carinho a infância vivida em Natal, marcada por brincadeiras simples e uma rotina distante da tecnologia atual. O eterno camisa 14 sempre fez questão de destacar a importância desse período na formação de sua trajetória, tanto pessoal quanto esportiva.
A lembrança daquele dia em 2016 se soma agora ao legado deixado por Oscar Schmidt, que faleceu aos 68 anos. Em Natal, ficam não apenas os números impressionantes e conquistas, mas também a imagem de um ídolo que nunca deixou de valorizar suas raízes.