A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agredir o cão comunitário Orelha, morto em Florianópolis. A medida busca impedir que ele deixe o país. A informação é do O Antagonista.
O pedido ocorre dias após o jovem retornar de uma viagem aos Estados Unidos, em 29 de janeiro.
Segundo a investigação, a saída do Brasil ocorreu depois da morte do animal, mas teria sido uma “viagem pré-programada”.
Orelha foi encontrado ferido na Praia Brava, no norte da ilha, e morreu após ser levado a uma clínica veterinária.
Laudos da Polícia Científica apontam que o cão sofreu uma pancada forte na cabeça, possivelmente causada por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. O ataque teria ocorrido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30.
A Polícia Civil também pediu a internação do adolescente.
Um dos principais elementos citados pela investigação é um vídeo que mostra o jovem saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58, intervalo em que a agressão teria ocorrido.
Questionamentos do MP
O Ministério Público de Santa Catarina informou que vai solicitar novas diligências e esclarecimentos sobre os inquéritos que apuram maus-tratos contra Orelha, além de possíveis crimes de coação e ameaça atribuídos a familiares adultos de adolescentes envolvidos.
A Polícia Civil disse, em nota, que cumprirá todas as diligências solicitadas.
Promotorias apontaram lacunas na apuração, incluindo a exclusão de três dos quatro adolescentes inicialmente investigados. Há também dúvidas sobre a relação entre a agressão ao animal e a suposta coação contra um porteiro do condomínio.