A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (FICCO/RN) realizou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Gravata, com o objetivo de desmantelar uma quadrilha suspeita de atuar no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão, distribuídos por quatro cidades do estado.
As diligências ocorreram em Natal, Parnamirim, Macaíba e Nísia Floresta, com respaldo judicial da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça potiguar. Entre os itens apreendidos pelas equipes estão aparelhos celulares, entorpecentes, valores em espécie e um automóvel blindado.
As apurações indicam que um dos líderes da organização continuava comandando as atividades do grupo mesmo enquanto cumpria pena no sistema prisional. De acordo com a investigação, duas advogadas seriam responsáveis por levar as determinações do preso até os demais membros da quadrilha, funcionando como elo de comunicação.
Em razão disso, a Justiça impôs medidas cautelares às duas profissionais, entre elas a proibição de visitar detentos e de acessar unidades prisionais.
Chama atenção um episódio registrado durante o cumprimento dos mandados: uma das advogadas investigadas teria tentado ocultar seu celular no interior de uma máquina de lavar roupas, na tentativa de evitar a apreensão do aparelho. Todos os itens recolhidos serão encaminhados para perícia e devem subsidiar as próximas etapas do inquérito.
A FICCO/RN é composta por representantes da Polícia Federal, da Polícia Civil e da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, além da Polícia Penal estadual e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.