Com um orçamento robusto garantido pela vinculação constitucional à arrecadação estadual, a UERN se coloca em posição rara no cenário das universidades públicas brasileiras: a de recusar recursos federais.
A autonomia financeira da instituição vem sendo fortalecida nos últimos anos. Em novembro de 2025, a reitora Cicília Maia entregou ao secretário estadual de Fazenda, Cadu Xavier, uma proposta de repactuação que prevê um escalonamento crescente do percentual da RLI destinado à universidade entre 2026 e 2029.
O caso levanta o questionamento: se a UERN tem orçamento de R$ 750 milhões e capacidade de bancar a obra com recursos próprios, por que a execução da emenda ficou parada desde 2020? A instituição foi quem não cumpriu as exigências técnicas do Ministério da Educação para liberar a verba, segundo Styvenson.
Em setembro de 2025, o próprio senador visitou a UERN em Caicó para acompanhar a entrega de cadeiras odontológicas adquiridas por meio de outra emenda parlamentar de sua autoria, em convênio com o MEC e o FNDE. Na ocasião, a reitora elogiou o impacto dos equipamentos. Meses depois, a universidade optou por devolver outra emenda do mesmo senador.
O valor de R$ 505 mil, agora recusado pela UERN, retorna ao orçamento federal e poderá ser remanejado pelo senador para outra finalidade.