Foto: Magnus Nascimento/TN
A greve dos bancários no Rio Grande do Norte foi encerrada no Banco do Brasil após a categoria aprovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Na Caixa Econômica Federal, porém, os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e decidiram manter a paralisação. As decisões foram divulgadas pelo Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB-RN) após assembleias realizadas na sexta-feira (11).
No Banco do Brasil, o coordenador do SEEB-RN, Alexandre Cândido, informou que a categoria aprovou o fim da greve diante da aceitação do acordo em outras bases sindicais do País. Segundo ele, a continuidade isolada do movimento no Rio Grande do Norte ficou inviabilizada.
“Acabou a greve no Banco do Brasil. Acabou a assembleia, foi votada pela aceitação da proposta no Banco do Brasil. Teve avanço? Não”, afirmou Cândido em vídeo divulgado pelo sindicato.
O dirigente também criticou a condução das negociações pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e afirmou que a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) teria sido utilizada como forma de pressão sobre os trabalhadores. Segundo o sindicato, havia a informação de que quem não aderisse ao ACT não receberia a parcela antecipada da PLR, prevista para 16 de setembro, tendo de aguardar até fevereiro de 2027.
O sindicato também questionou o modelo de votação adotado em outras bases e afirmou que grandes centros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Minas Gerais, já haviam aprovado a proposta.
Caixa mantém paralisação
Na Caixa Econômica Federal, a situação foi diferente. Em assembleia realizada também na sexta-feira, os bancários do RN rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pelo banco e aprovaram a continuidade da greve.
Entre os principais pontos criticados pelo sindicato estão mudanças no Saúde Caixa. De acordo com a entidade, a proposta prevê aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil, cobrança adicional de R$ 150 por consulta em pronto-socorro fora desse limite, manutenção de mensalidades por faixa etária e aumento dos custos para dependentes.
“A categoria rejeitou essa proposta absurda, que a Caixa está tentando empurrar através de assédio aos bancários. Aqui no RN essa ameaça não se cria. Nossa greve está mais forte”, afirmou Chiquito Neto, diretor do SEEB-RN.
A paralisação dos bancários começou na terça-feira (8). Nos bancos privados, o movimento durou apenas um dia, após a categoria aceitar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que prevê reposição da inflação acrescida de 0,6% de ganho real, além da renovação de cláusulas da convenção coletiva e da PLR.