O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 15% ao ano, em decisão unânime entre os membros do colegiado.
A informação é do portal Metrópoles. Essa é a quinta reunião consecutiva em que a taxa permanece no mesmo patamar. Os juros estão no maior nível desde 2006.
A manutenção da taxa era esperada pelo mercado financeiro, embora alguns especialistas acreditassem em uma redução. O mercado aposta que o Banco Central só iniciará um ciclo de cortes em março.
A política monetária restritiva teve início em setembro do ano passado, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano.
Decisão do Copom
Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do BC controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.
No comunicado, a autoridade monetária avaliou que o ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais, e o ambiente interno está apresentando sinais de moderação na atividade econômica, conforme esperado.
“O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirma o texto.
No entanto, uma mudança de redação deixa o mercado otimista com relação a próxima reunião do comitê. O texto avalia que a estratégia do Copom vai envolver a calibração do nível de juros.
“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.
Calendário do Copom
Próximas reuniões em 2026:
- 17 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro
Copom tem dois diretores a menos
Os mandatos dos diretores Renato Dias de Brito Gomes, da Organização do Sistema Financeiro, e Diogo Abry Guillen, da Política Econômica, terminaram em 31 de dezembro de 2025, ou seja, o Copom está com dois diretores a menos.
A Warren Investimentos já considerava o risco de qualquer guinada na condução da política monetária é baixo em função da composição.
A expectativa é que o inicio da flexibilização monetária aconteça quando o comitê for inteiramente composto por indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).