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Brasil

Criminosos se passam por líderes católicos em golpe com Pix

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Golpistas têm utilizado perfis falsos de líderes da Igreja Católica para solicitar doações via Pix a fiéis, em um esquema que já levou arquidioceses a emitir alertas e registrar ocorrências policiais.

Segundo o Estadão, criminosos se passam por religiosos conhecidos e entram em contato com vítimas, principalmente pelo WhatsApp, pedindo transferências sob pretextos variados, como despesas urgentes, eventos ou campanhas sociais. Entre os nomes utilizados estão os arcebispos Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, Gregório Ben Lâmed Paixão e Carlos Alberto Breis Pereira.

As arquidioceses envolvidas divulgaram notas públicas alertando para o golpe. A de Maceió classificou o caso como “urgente” e afirmou que nem o arcebispo nem a Cúria solicitam doações por aplicativos de mensagem. Já a Arquidiocese de Fortaleza chamou a prática de “fraude”, enquanto Olinda e Recife orientou os fiéis a desconsiderarem esse tipo de abordagem. Os casos também repercutiram no portal Vatican News, e boletins de ocorrência foram registrados.

O padrão do golpe segue um roteiro recorrente: uso de identidade visual semelhante à oficial, apelo de urgência e solicitação de pagamento via Pix, geralmente em nome de pessoa física. A Igreja orienta que fiéis não realizem transferências, bloqueiem e denunciem os perfis e verifiquem informações apenas em canais institucionais.

Esse tipo de fraude não é novo. Em 2020, o nome do arcebispo Manoel Delson Pedreira da Cruz foi usado em esquema semelhante. Casos mais recentes também envolveram José Carlos de Souza Campos e Luiz Fernando Lisboa, com envio de boletos falsos a fiéis.

Especialistas em direito digital afirmam que, em casos de golpe via Pix, a vítima deve acionar imediatamente o banco para tentar o bloqueio dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução, do Banco Central. A devolução depende da existência de saldo na conta do fraudador. Caso contrário, o ressarcimento pode exigir investigação policial ou ação judicial.

Advogados destacam ainda que, quando a transferência é feita voluntariamente pela vítima, o entendimento predominante da Justiça tem sido o de afastar a responsabilidade dos bancos, salvo em situações com falhas comprovadas de segurança. O Pix, por sua natureza, é considerado, em regra, irrevogável.

Para evitar fraudes, a recomendação é desconfiar de pedidos urgentes por mensagem, verificar canais oficiais, checar dados como CNPJ e buscar confirmação direta com a instituição antes de qualquer transferência.

 

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