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Ciro Marques


Cidades

Dnit confirma pilar danificado, mas nega dano estrutural após explosão na Ponte de Igapó

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Adaptando a fala de Chicó, do Auto da Compadecida, em Natal, Ponte tá boa, a Ponte tá rachada, a Ponte ta boa, a Ponte tá rachada... Isso porque, no final da tarde de hoje (21), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) concluiu a inspeção após a explosão na ponte de Igapó, e concluiu que não houve comprometimento estrutural na Ponte de Igapó. Mais cedo, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), anunciou que havia sim havido um impacto e até sugeriu que iria sugerir a interdição. 

De acordo com matéria da Tribuna do Norte, a conclusão do órgão é que não houve comprometimento estrutural na ponte de Igapó e, portanto, não há risco de colapso. O Dnit afirmou, no entanto, que houve um único elemento danificado no primeiro pilar, que passará por serviços de reparos a serem realizados por empresa de manutenção nos próximos dias. "Os demais elementos da ponte, vigas longitudinais e laje, por exemplo, não sofreram nenhum tipo de degradação", afirma o Dnit, por meio de nota.

Mais cedo, em materia publicada pelo G1 RN, após uma vistoria na manhã desta quinta-feira (23), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea-RN) contrariou posição do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Estado (Itep), e afirmou que a Ponte de Igapó sofreu uma "fratura" após uma explosão que aconteceu na última terça-feira (21).

A presidente do Crea-RN, a engenheira civil Ana Adalgisa Paulino, disse que os indícios encontrados no local apontam que o dano encontrado em parte da estrutura foi causado pelo artefato. Os engenheiros que participaram da visita ao local informaram que o trecho deve permanecer interditado ao tráfego de veículos até que haja uma obra de recuperação.

"Naquela área onde teve a explosão, que você vê a exposição da ferragem, você não vê ela corroída, não tem ferrugem, digamos assim, ela está intacta, está protegida, o que vem alimentar e nos dar mais certeza de que essa estrutura está exposta devido à explosão", declarou a presidente do Crea.

O trecho em questão já está interditado ao fluxo de veículos por causa das obras de reforma da avenida Felizardo Moura. No entanto, existe a perspectiva de que o tráfego seja liberado sobre ele nos próximos meses.

"O Crea-RN vai recomendar ao Dnit, iremos entregar o relatório na próxima semana, a recuperação imediata desse trecho. Nós vamos recomendar que só possa ter tráfego de volta nessa área quando esse trecho for devidamente recuperado. A ponte vai cair? Não. Mas você vai aumentar o tráfego, um tráfego intenso só em uma via que já está com uma fratura. E não é uma fratura tão simples. Então, para não ampliar isso ai, a gente vai recomendar que o Dnit faça emergencialmente a recuperação dessa área", afirmou.

"Do jeito que está, não pode ter passagem de veículo", reforçou o engenheiro Fábio Pereira, conselheiro do Crea-RN e coordenador do curso de engenharia civil de uma universidade particular de Natal, que também participou da vistoria.

"Essa estrutura é uma estrutura transversina em concreto protendido. O grande problema do concreto protendido é que ele não avisa a sua ruptura. Com o artefato que teve, com a explosão, ocorreu a liberação da cordoalha protendida, ou seja, ela não está mais em funcionamento, e é o que dá sustentabilidade ao tabuleiro (a parte de cima da ponte)", detalhou.

Itep diz que explosão não causou danos

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