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Ciro Marques


Marinho prevê Flávio Bolsonaro à frente de Lula até maio e detalha articulações do PL no RN

O senador Flávio Bolsonaro nesta terça-feira, 30 de novembro, durante cerimônia de filiação de Jair Bolsonaro no PL. — Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou, em entrevista ao programa Meio Dia RN, da 96 FM, que o pré-candidato Flávio Bolsonaro deve ultrapassar o presidente Lula nas pesquisas “em torno de maio”. Para Marinho, o governo petista é uma “mercadoria vencida” e o desgaste tende a acelerar a virada no cenário eleitoral. Assista:

O senador disse que o crescimento de Flávio não o surpreende. Segundo ele, o desempenho do pré-candidato tem sido “mais real do que esperávamos”, diante do cansaço da população com o PT.

Marinho avaliou que Flávio tem mostrado “desenvoltura” e “leveza” que surpreenderam a classe política. Ele também apontou um estilo mais “moderado” do que o do ex-presidente Jair Bolsonaro, citando críticas antigas à forma como Bolsonaro se comunicava.

Na conversa, o líder da oposição no Senado também tratou das eleições no Rio Grande do Norte, especialmente da montagem da chapa ao Senado. Questionado sobre a “segunda vaga”, Marinho disse que, hoje, o nome do PL é o Coronel Hélio e que a tendência é que ele seja confirmado.

Apesar disso, o senador afirmou que a definição final deve ocorrer até o dia 21, com a chegada de Flávio Bolsonaro ao estado. Marinho disse que, até lá, o partido seguirá conversando com lideranças e com “pessoas importantes da sociedade” para fechar a composição.

Ele citou reuniões com aliados, incluindo um café da manhã com o prefeito Paulinho Freire. Também mencionou conversas previstas com o senador Styvenson Valentim e com Álvaro Dias, citado como pré-candidato ao governo.

A entrevista ainda abordou o cenário institucional no RN diante da possibilidade de a governadora Fátima Bezerra renunciar. Marinho falou em “responsabilidade” e descreveu o estado como vivendo “caos”, “desastre” e “catástrofe”, atribuídos por ele à condução do PT.

Caso haja vacância e eleição indireta na Assembleia Legislativa, o senador disse que o grupo discutirá um nome com perfil técnico. A ideia, segundo ele, seria tomar medidas emergenciais e preparar o estado para uma transição.

Marinho afirmou que não há, por parte do PL, interesse em “aproveitar” um momento de fragilidade para exploração política. Ele disse que o objetivo seria iniciar um processo de recuperação do estado.

O senador também comentou o peso da Assembleia nesse desenho. Citou a bancada do PL e outros deputados de oposição e disse que o presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, é “decisivo” num eventual processo de escolha.

Ao encerrar, Marinho reforçou o simbolismo do dia 21, quando Flávio Bolsonaro deve estar no RN. Ele se referiu ao correligionário como “nosso futuro presidente” e voltou a sustentar que a disputa nacional tende a virar contra Lula nos próximos meses.

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