O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro concedeu uma entrevista à imprensa argentina nessa terça-feira (28) e defendeu as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “Até acho que Milei foi muito educado”, disse o bolsonarista. Com informações do Metrópoles.
Brasil e Argentina passam por uma tensão diplomática após o líder argentino vir ao Brasil e se referir ao chefe do Planalto como “presidiário” e “ladrão”, e iniciar uma crise diplomática entre os países.
Milei no Brasil
- Milei participou da convenção partidária do Partido Liberal (PL), em São Paulo, nesse sábado (25/7), em apoio a Flávio Bolsonaro, oficializado como o candidato à Presidência pelo PL.
- Durante discurso, o argentino ofendeu autoridades brasileiras, como Lula e Alexandre de Moraes.
- As falas de Milei foram repudiadas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pelo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva.
- As declarações também tiveram grande repercussão na Argentina. O governador da província de Buenos Aires e principal opositor de Milei, Axel Kicillof, disse que viu com “vergonha alheia” o discurso do presidente argentino.
- O governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos. Bitelli já está em Brasília e conversou com Lula e o chanceler Mauro Vieira.
Ataque ao STF
Eduardo Bolsonaro acrescentou que não respeita a Justiça brasileira, e criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, após o magistrado negar uma visita de Milei ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado que cumpre prisão domiciliar.
Moraes proibiu todas as visitas de cunho político-eleitoral ao ex-presidente, até o fim das eleições de 2026. A decisão do ministro, que também vetou a divulgação de qualquer mensagem de Bolsonaro ao público, veio após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta que teria sido escrita pelo pai.
Além disso, Moraes proibiu por 30 dias todas as visitas a Bolsonaro. A visita de Milei, que estava prevista para 25 de julho, foi negada por se enquadrar neste período.