O Partido dos Trabalhadores definiu o Rio Grande do Norte como um dos estados estratégicos para ampliar sua bancada no Senado nas eleições de 2026. A aposta do partido é concentrar esforços em estados com eleitorado menor, onde a disputa exige menos votos, e lançar nomes já conhecidos do público.
Em 2026, os eleitores vão escolher dois senadores por estado. Ao todo, 54 cadeiras estarão em disputa. Hoje, a base aliada do presidente Lula soma cerca de 38 votos considerados fiéis no Senado, mas 28 desses mandatos chegam ao fim no próximo ano, o que aumenta a pressão por renovação da bancada governista.
No Rio Grande do Norte, a estratégia do PT passa pela governadora Fátima Bezerra, apontada como o principal nome do partido para disputar uma vaga no Senado. A leitura interna é de que o estado, por ter um colégio eleitoral menor em comparação com grandes centros, se torna um terreno mais viável para garantir vitória na disputa majoritária.
Além do RN, o partido adota a mesma lógica em outros estados considerados estratégicos, como Acre, Amapá, Tocantins e Sergipe. Nessas unidades, o PT também pretende lançar candidatos com histórico político conhecido, como o ex-senador Jorge Viana, no Acre, e o atual senador Rogério Carvalho, em Sergipe.
Em estados maiores e mais competitivos, como São Paulo, Distrito Federal e Santa Catarina, a direção nacional avalia apostar em nomes de maior projeção nacional, incluindo ministros e lideranças já consolidadas.
A estratégia faz parte do plano do PT para manter influência no Congresso a partir de 2027 e garantir uma base mais sólida para sustentar o governo federal, caso o partido siga no comando do Palácio do Planalto.
* Com informações do R7.