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Esporte

Estreante no futebol brasileiro jogava por um salgado e um refrigerante na infância

Djhordney / Foto: Rubens Chiri/SPFC

A vitória sobre o Coritiba marcou a estreia profissional do meia Djhordney no São Paulo. Vice-campeão da Copinha neste ano, ele subiu e caiu nas graças de Hernán Crespo da mesma forma que conseguia um salgado e um refrigerante do pai, seo Ara, na infância: treinando bem.

A matéria é do ge. Nascido e criado em Campina Grande, no Mato Grosso, Djhordney tinha um combinado com o pai: se treinasse bem, poderia ir até a lanchonete perto da escolinha para comer um salgado e tomar um refrigerante. Entre 12 e 14 anos, o garoto virou freguês do lugar.

José Carlos Rosa Ferreira – também conhecido como Ara, pois nasceu em Araçatuba-SP – sempre acompanhava o filho nos treinos, fosse no futsal do Colégio ABC, fosse no campo da escolinha do Náutico Futebol Clube.

Certo dia, voltando de um treino, tiveram um acidente de moto. Nada grave, mas ambos caíram e Djhordney ralou a mão, mas não chorou. Como prêmio pela coragem, o garoto ganhou do pai uma chuteira nova, de cano alto – que era moda na época.

Foi justamente a escolinha que arranjou um teste para Djhordney no Novorizontino, quando ele tinha apenas 14 anos. Ele ficou uma semana no clube e passou. Os pais seguiram no Mato Grosso e, então, Djhordney passou a morar nos alojamentos dos clubes pelos quais passou, sozinho.

O meia sempre ligava para os pais e vê tanto o seo Ara quanto a mãe, Beth, como seu alicerce. Não foram poucas as vezes que Djhordney ligou para casa triste com algum acontecimento e encontrou o apoio que precisava para seguir em busca do seu sonho de ser jogador.

Djhordney, aliás, não foi o único que ganhou um nome diferente dos pais. O jovem tem um irmão e uma irmã, ambos com o Djh como marca registrada: Djheven e Djhena.

O maior ídolo do jovem é Sergio Busquets, espanhol que fez história pela seleção e pelo Barcelona.

No Novorizontino, o garoto ficou até os 16 anos, quando chegou até a atuar pelo sub-20 e chamou atenção do Palmeiras. Em 2024, foi emprestado ao Verdão, onde atuou na categoria sub-17. Retornou ao Novorizontino em 2025, mas o São Paulo logo demonstrou interesse e levou-o para Cotia. Neste ano, o Tricolor acertou a compra do jovem em definitivo por R$ 1 milhão.

Quando subiu para o profissional, teve algumas conversas com Crespo, que orientou o garoto sobre o que esperava dele dentro de campo. Sua estreia foi elogiada internamente, acertando 15 de 16 passes e todos os lançamentos que tentou. Djhordney saiu no intervalo por precaução do treinador argentino devido ao cartão amarelo que havia recebido.

– Djhordney teve que sair pelo cartão amarelo, é complicado em um jogo assim e em sua estreia, não podíamos arriscar nada – explicou Crespo em coletiva.

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