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Brasil

Estudo aponta avanço da desinformação sobre saúde mental nas redes sociais

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Um estudo publicado no Journal of Social Media Research revelou que até 56% dos conteúdos sobre saúde mental nas redes sociais apresentam informações imprecisas ou sem comprovação científica. A pesquisa analisou mais de 5 mil publicações no TikTok, Instagram, YouTube, Facebook e X. Com informações da CNN.

O TikTok apareceu como a plataforma com maior volume de desinformação, principalmente em vídeos sobre TDAH e transtorno do espectro autista (TEA). Segundo o levantamento, 52% dos conteúdos sobre TDAH e 41% dos vídeos sobre autismo continham erros ou interpretações equivocadas.

Especialistas alertam que vídeos curtos e virais acabam simplificando transtornos complexos, incentivando autodiagnósticos e até tratamentos sem comprovação científica. Outro estudo realizado em 2025 com estudantes universitários dos Estados Unidos mostrou que a exposição frequente a conteúdos enganosos reduziu o conhecimento correto sobre TDAH e aumentou a busca por tratamentos inadequados.

Psiquiatras afirmam que cresceu o número de pacientes que chegam aos consultórios convencidos de diagnósticos baseados em vídeos das redes sociais. Entre os principais riscos estão aumento da ansiedade, atraso no diagnóstico correto e banalização de sintomas comuns do dia a dia, como distração, procrastinação e dificuldade de socialização.

Especialistas reforçam que transtornos mentais só podem ser identificados após avaliação clínica profissional, levando em conta intensidade, persistência dos sintomas e impacto na vida da pessoa. Eles orientam desconfiar de conteúdos que prometem diagnósticos rápidos ou usam frases como “se você faz isso, então tem determinado transtorno”.

Em nota, o TikTok afirmou que remove conteúdos considerados prejudiciais e disse manter políticas contra desinformação em saúde mental.

 
 

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