Eleita como "a senadora do Bolsonaro" em 2018, Soraya Thronicke (PSB-MS) anunciou na última quinta-feira (16) que vai se aliar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua tentativa de reeleição ao Senado.
"O presidente Lula demonstrou toda a sua preocupação com as candidaturas femininas e disse que o Brasil precisa eleger mais mulheres", afirmou a senadora após a reunião em que o presidente definiu seu apoio.
Em abril deste ano, Thronicke deixou o Podemos para se filiar ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin que compõe a base do governo. Na ocasião, a legenda elogiou sua "atuação combativa e consistente na defesa dos direitos das mulheres e no avanço de pautas fundamentais para a igualdade e a justiça social".
Quando o assentamento Monjolinho, no Mato Grosso do Sul, completou 36 anos, a senadora compareceu às festividades e declarou seu apoio à reeleição do petista.
Naquela ocasião, Soraya disse não ter medo de mudar de lado ao perceber "erros". "É muito importante eu ter chegado aqui pra poder contar pra vocês como é o lado de lá. Eu não ouvi falar, eu vi. E não tive medo de mudar de lado, porque não tenho compromisso com o erro."
A pré-candidatura de Soraya se tornou incerta após o deputado federal Vander Loubet (PT-MS), também pré-candidato ao Senado, convidá-la para ser sua suplente. Embora o pedido tenha sido recusado, a senadora afirma que a parceria política entre os dois seguirá com o intuito de conquistar as duas vagas ao Senado que serão disputadas neste ano.
Em 2018, Soraya elegeu-se senadora pela primeira vez concorrendo pelo PSL — o mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro — onde permaneceu até 2022. Naquele ano, filiou-se ao União Brasil para disputar a Presidência da República e se distanciou do dirigente da direita.
Com a vitória de Lula naquele ano, a senadora compareceu à posse do petista, o que atraiu comentários negativos da base bolsonarista.