O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) agora será oficialmente advogado do seu pai, Jair Bolsonaro, na execução penal no caso da tentativa de golpe de estado. Ele foi substabelecido como defensor do ex-presidente no fim da tarde desta segunda-feira, 2. Os outros advogados que já compõem a banca de defesa — Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Tesser e Celso Vilardi — continuam na mesma função. A informação é da Veja.
Não existem restrições legais ou éticas para que uma pessoa advogue a favor de um membro da sua família. No entanto, ao se credenciar como advogado do pai, Flávio pode ter um acesso privilegiado a ele. Quando há uma pessoa presa e condenada, o advogado tem um acesso mais facilitado a ela do que as pessoas que fazem visitas comuns, que enfrentam mais restrições. Bolsonaro tem recebido na Papudinha sucessivas visitas de aliados políticos e ainda está dando as cartas sobre os nomes que o PL deve lançar às urnas em outubro.
Dois exemplos recentes disso foram os encontros com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois se tornaram alvo de fogo amigo dentro da direita bolsonarista e foram publicamente cobrados por mais empenho na pré-campanha de Flávio.
Uma parcela do Centrão tentou viabilizar o nome de Tarcísio à Presidência da República, mas depois do encontro que ele teve com Bolsonaro na Papudinha, prometeu entrar “forte” na empreitada do Zero Um. Na última sexta, 27, os dois fizeram a primeira aparição juntos este ano e Tarcísio anunciou que será coordenador da campanha de Flávio em São Paulo.
Apesar das muitas dúvidas sobre a permanência de Flávio nessa pré-disputa, as pesquisas eleitorais têm mostrado que o nome dele ganhou tração nos últimos meses. Na última sexta, levantamento do instituto Paraná Pesquisas mostrou que o senador ultrapassou as intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá ser seu rival nas urnas em outubro.