O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, utilizou a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29), para fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e à gestão do presidente Lula. Assista ao trecho:
Ao formular perguntas ao indicado para a Suprema Corte, o filho de Jair Bolsonaro classificou como injustas as condenações de idosos que participaram dos atos de 8 de Janeiro de 2023. Alexandre de Moraes foi o relator dos inquéritos sobre os atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Flávio Bolsonaro também citou o escândalo de desvios de aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), investigado pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto. A primeira fase da operação ocorreu em abril de 2025, durante a gestão Lula.
Nas perguntas, porém, Flávio não mencionou integrantes do governo Jair Bolsonaro que também foram alvos das investigações da Polícia Federal no mesmo caso. A Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), investiga um esquema bilionário de desvios no INSS.
O PL já havia fechado questão contra a indicação de Messias ao STF. A bancada do partido possui 16 senadores no plenário e quatro membros titulares na CCJ. A sabatina é considerada a maior batalha política do presidente Lula no Congresso.
A participação de Flávio Bolsonaro na sabatina é vista como parte da estratégia do PL de usar a sessão como vitrine política para a campanha presidencial de 2026, mesmo reconhecendo que a oposição não tem votos suficientes para barrar a indicação no plenário.
Messias precisa de ao menos 41 votos dos 81 senadores para ser confirmado na vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF. A votação no plenário é secreta.