Depois do sexo, muita gente corre para o banho, enquanto outras dormem tranquilamente — e há quem fique cheia de dúvidas sobre o que realmente faz bem para a saúde vaginal. Lavar ou não lavar a “ppk”? Fazer xixi ajuda mesmo? Calcinha ou nada? Entre mitos da internet, conselhos de amigas e vídeos duvidosos nas redes sociais, o cuidado íntimo pós-sexo virou um verdadeiro campo minado.
A noticia é de HELENA MANDARINO. Para acabar com a confusão e separar o que é cuidado do que é exagero (ou cilada), conversamos com uma ginecologista e ela responde às principais dúvidas sobre como manter a vagina saudável depois da relação.
A ginecologista e obstetra Elis Nogueira destaca que a higiene íntima merece uma atenção especial pois, apesar de simples de ser feita, complicações podem ocorrer pela falta de cuidados ou por fazê-la de forma inadequada. Uma higiene inadequada é capaz de gerar infecções vaginais, alergias, irritações e alterações no pH vaginal.
“A primeira medida a ser considerada é o cuidado com o tipo de tecido da calcinha, que deve ser leve e respirável, preferencialmente de algodão, para evitar o ‘abafamento’ e a proliferação de bactérias”, explica.
Já no pós-sexo, a mulher deve se atentar a alguns cuidados para a preservação da sua saúde.
“A lavagem da região íntima após o sexo deve ser realizada e com alguns cuidados. O primeiro é não usar ducha que injete água ou outra mistura dentro da vagina, que pode fazer com que bactérias e restos de gel lubrificante sejam levados ao colo do útero, provocando infecções severas, como a doença inflamatória pélvica”, esclarece.
Outra dúvida comum de muitas mulheres é na hora de decidir sobre o sabonete íntimo. A médica destaca que, na hora da escolha, é preciso respeitar o pH vaginal (ácido). Os sabonetes comuns são alcalinos e, por isso, podem irritar a flora vaginal. O correto é utilizar sabonete neutro ou íntimo, de preferência líquido.