A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado promove nesta quarta-feira (29) a sabatina de Jorge Messias. O advogado-geral da União foi indicado pela Presidência da República ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores, a informação é que o Governo já contabiliza 15 votos favoráveis ao "Bessias" - como grafou para a eternidade uma gripada Dilma Rousseff ao ser grampeada pela Lava Jato em diálogo (cabuloso?) com Lula. Um a mais que o mínimo necessário de apoios para passar pela CCJ. Mas, é um placar apertado.
O fato é que na Comissão não deverá haver maiores problemas. A conta mais difícil deve ser mesmo a do plenário, onde são necessários 41 votos favoráveis. A oposição tem se articulado para tentar barrar a indicação, o que seria um feito histórico. Não será fácil, mas até os mais otimistas ministros palacianos não demonstram lá tanta confiança. Até agora.
Jorge Messias foi indicado pela Presidência da República para ocupar a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A indicação conta com relatório favorável apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA).
No relatório, Weverton lembra que Messias é graduado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco e é mestre e doutor pela Universidade de Brasília, além de ser professor universitário e autor de livros e artigos jurídicos.
Na carreira pública, atuou como procurador do Banco Central e da Fazenda Nacional, além de ter exercido funções na Casa Civil e no Ministério da Educação. O senador também observa que Messias já foi assessor especial no Senado.
Desde 2023, o indicado está à frente da Advocacia-Geral da União (AGU).